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:: 23/nov/2015 . 17:00

Índios que vivem em reservas estão confinados, diz líder guarani-kaiowá

indios guarani kaiowa

Ao menos 390 indígenas foram assassinados entre 2003 e 2014 no Mato Grosso do Sul, segundo relatório do Cimi (Conselho Indigenista Missionário). O número de assassinatos é mais que a soma dos índios mortos em todo o resto do país no mesmo período (364). Para o antropólogo e professor Tonico Benites, no entanto, essa é apenas a face mais cruel da luta pela terra no Estado.

tonico benites antropologoPara Benites, as reservas criadas pelo governo são locais de “confinamento”. Guarani-kaiowá nascido na aldeia Sassoró, em Tacuru (MS) e pós-doutorando em antropologia pelo Museu Nacional da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), ele já foi ameaçado de morte quando fazia pesquisas na região e vê na expulsão dos índios de suas terras para essas áreas a raiz dos conflitos. A única solução, defende, é a devolução de parte do território do Estado para os indígenas.

Qual a situação dos povos indígenas no Mato Grosso do Sul?
Tonico Benites – O Mato Grosso do Sul tem a segunda maior população indígena do Brasil [em primeiro lugar vem o Amazonas]. São 77 mil indígenas, cerca de 47 mil apenas guarani kaiowá, concentrados no sul do Estado, na fronteira com o Paraguai. O principal problema é a disputa pela terra, que já é demandada há muito tempo. Frente à demora na regularização dos territórios, os indígenas reocuparam uma parte.

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Preconceito contra índios dá votos, diz ministro da Justiça, Eduardo Cardozo

indios brasilia

Um total de 13% do território brasileiro, duas vezes o Estado de Minas Gerais, está em poder da União para o uso das comunidades indígenas. Mas apenas 1,6% das terras demarcadas oficialmente fica fora da Amazônia Legal. É longe da floresta, em uma área total de apenas 18 mil km² em municípios do Centro-Oeste, Sul, Sudeste e Nordeste, que vive quase a metade da população indígena brasileira. Também é nesses locais que ocorrem a maioria dos conflitos e violações de direitos humanos no País. A expansão dos setores de grãos e pecuária atinge justamente esses territórios e seu entorno não demarcado.

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Índios lamentam tragédia em MG: ‘O rio Doce sabia que ia ser morto’

indios rio doce

Para os indígenas do povo krenak, o rio Doce era muito mais que fonte de água. Com a chegada da onda de lama de rejeitos da mineradora Samarco ao município de Resplendor, em Minas Gerais, na semana passada, as 126 famílias que vivem na aldeia, às margens do manancial, testemunharam a “morte” de um elemento fundamental da cultura das tribos.

“Muitos aí fora acham que o rio é só água e peixe, mas para nós era a fonte de sobrevivência e uma questão de cultura. Desde o início dos nossos antepassados, o rio Doce mantém nosso povo. É questão de religião, é sagrado. Mas agora ele está morto.” O desalento no relato do cacique Leomir Cecílio de Souza, 30, da tribo atorã, permeia os depoimentos de todos os integrantes do povo indígena ouvidos pela reportagem. “O rio era tudo para a gente. O que a Vale e a Samarco fizeram destruiu o povo krenak”, declara Potiara Félix, 32.

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