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Funai recorre de decisão judicial e índios continuam na Transamazônica

Funai recorreu de decisão judicial que pediu desocupação da rodovia.
A interdição completa três dias, nesta quinta-feira, 30

Os índios da etnia Juruna permanecem bloqueando a rodovia Transamazônica, em Altmira, sudoeste do Pará, após pedido de recurso da Fundação Nacional do índio (Funai) contra a decisão judicial para desocupação. A interdição completa três dias, nesta quinta-feira (30).

Os índios reivindicam as obras de compensação nas aldeias pela Norte Energia, responsável pelas obras de Belo Monte. Os manifestantes só autorizam a passagem de carros particulares pela rodovia. A Justiça Federal concedeu, na quarta-feira (29), liminar a empresa que ingressou com uma ação pedindo a desocupação da via.

A empresa argumentou que as obras da usina foram prejudicadas pelo bloqueio. Os índios foram notificados da decisão por um oficial de justiça no final da manhã desta quarta-feira, mas informaram que ainda não tiveram nenhuma resposta oficial por parte da empresa Norte Energia.

Índios pedem atenção para ingresso irregular em terras Munduruku

Indígenas enviaram carta pedindo intervenção da Funai e do MPF.
Eles afirmam que muitos entram em seus territórios sem autorização.

mundurukus

Lideranças de 33 aldeias dos rios Tapajós, Cururu, rio das Tropas, Kajeredi, Kabitu e Anipedi solicitaram, por meio de uma carta, a intervenção da Funai e do Ministério Público Federal, sobre atividades de pesquisa que estariam sendo realizadas nos territórios dos povos sem a devida autorização.

A carta foi elaborada durante uma oficina de formação de mulheres Munduruku na aldeia Jacaré Velho, no período de 20 a 22 de junho. Na ocasião, eles discutiram sobre as ameaças ao povo. O G1 teve acesso a carta, e em um trecho os indígenas afirmam que sabem que muitos pariwat (não índio) querem o que é deles. “Alguns querem nossa floresta pra tirar madeira, outros querem derrubar a mata pra colocar monocultura de soja, monocultura de gado. Alguns querem o que tem debaixo de nossas terras: ouro, diamantes e os outros minerais para vender para estrangeiros. Alguns querem os nossos rios para represar, e depois fazer hidrovia pra carregar sojas e minérios. Alguns querem às….. :: LEIA MAIS »

Regras mais rígidas podem deixar índios sem votar

Nas eleições deste ano, os índios que não possuírem documento oficial com foto, não poderão votar em seus candidatos.

MT - ELEIÇÕES/ALDEIA CAPOTO ALTO/XINGU/ONTEM - POLÍTICA - Índios Caiapós, considerados pela comunidade indígena como os mais bravos e corajosos guerreiros indígenas da floresta, usam urnas eletrônicas para votar nas eleições presidenciais na distante aldeia Capoto Alto, no Parque Indígena do Xingu (MT), que é considerada a maior e uma das mais famosas reservas do gênero no mundo, em 29/10/2006. De um total de sessenta eleitores, apenas 18 votos foram contabilizados. Para transportar os mesários, as urnas e todo o aparato de transmissão de dados até as aldeias do Alto Xingu o TRE/MT utilizou transporte aéreo. A aldeia fica a 3h45 de vôo da capital Cuiabá. 30/10/2006 - Foto: DIDA SAMPAIO/AGÊNCIA ESTADO/AE

Com cobrança mais rígidas do que determina a legislação, não serão mais aceitos o Rani (Registro Administrativo de Nascimento Indígena) ou carteira da Funai (Fundação Nacional do Índio) no ato da votação.

Em anos anteriores, a medida já estava em vigor. No entanto, a Justiça Eleitoral ainda permitia que os índios que não possuíssem os documentos oficiais, usassem outras estratégias como os documentos citados, no ato da votação, o que não vai acontecer este ano.

Só poderão votar aqueles que apresentarem…… :: LEIA MAIS »

Governo lança Atlas Digital com conteúdo sobre indígenas

Publicação do IBGE traz mapas interativos e dados de localização de populações de índios no País

De acordo com o Atlas Nacional Digital, 75% das pessoas que se declararam indígenas, no país, souberam informar o nome de sua etnia ou o povo ao qual pertencem

De acordo com o Atlas Nacional Digital, 75% das pessoas que se declararam indígenas, no país, souberam informar o nome de sua etnia ou o povo ao qual pertencem.

O caderno conta com dados do Censo de 2010, que constatou que, de uma população de 899,9 mil indígenas existentes em todo o país, 517,4 mil (57,8%) viviam em terras indígenas oficialmente reconhecidas. A maioria destes está nas regiões Norte e Centro-Oeste. Roraima é o estado brasileiro que detém o maior percentual de indígenas em terras demarcadas (83,2%) e o Rio de Janeiro, o menor, com apenas 2,8% do total

Outros 298,871 mil indígenas (33,3%) moravam em áreas urbanas, principalmente nos grandes centros. Cerca de 80,663 mil (8,9%) habitavam áreas rurais, aí incluídas terras indígenas não reconhecidas pela Fundação Nacional do Índio (Funai). :: LEIA MAIS »

Deputados matam língua indígena

Por José Ribamar Bessa Freire.

LIN GUA

Exigir que índios falem o português é desconhecer o direito de antiguidade das populações indígenas

– É justo perguntar: não é, realmente, de uma estupidez revoltante o sistema que seguimos de obrigar esses pobres homens a falar o português, sem o auxílio de um intérprete? Não é muito mais razoável que primeiro a aprendêssemos nós, para depois, e com vagar, ensinarmos a eles a nossa língua? (Couto de Magalhães: Viagem ao rio Araguaia, 1863)

Couto de Magalhães, poucos anos antes de ser presidente da província de Mato Grosso, no séc. XIX, previu…… :: LEIA MAIS »

Indígenas e estudantes protestam antes da chegada da tocha em Dourados

O fogo olímpico chegou com atraso em Dourados. Depois de passar por Itaporã, onde manifestantes Indígenas e estudantes protestaram com a palavra de ordem “Fora Temer”.

Além dos protestos dos indígenas e estudantes da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) e partidários da presidente afastada Dilma Roussef, contrários ao governo interino de Michel Temer, engrossaram o coro dos manifestantes.

O início da chegada da tocha em Dourados estava programado para às 16 horas. Apesar do Comitê Rio 2016, responsável pela organização do evento, afirmar que o horário de início do trajeto estava programado para às 17h. No entanto, pequenos atrasos ocorridos em Maracaju e Itaporã protelou o início da chegada à cidade. O trajeto da tocha teve início somente por volta das 17h40.

Indígena Terena pede que fogo olímpico propicie igualdade entre os povos

Carlos Terena tem um vínculo estreito com o esporte e revela ser eclético em relação às diversas modalidades

a Carlos Terena

Durante o percurso da tocha olímpica por Campo Grande neste sábado (25), 12 membros da etnia indígena Terena participaram do revezamento. Um deles, em especial, possui um vínculo muito forte com o esporte.

Trata-se de Carlos Terena, um homem de 60 anos que ficou marcado na história do esporte indígena, por ser o coordenador-geral dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas (JMPI), que teve sua primeira edição em Palmas, no ano de 2015. “Foi uma honra muito grande ser um dos precursores daqueles jogos. Sou um apaixonado pelo esporte”, afirma.

Pelo seu envolvimento com o esporte, ele foi credenciado a carregar o símbolo olímpico por 200 metros na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Segundo Carlos Terena, a sensação de praticar o ato foi inesquecível. “Tenho orgulho de…. :: LEIA MAIS »

Indígenas fundam partido e defendem separatismo no Chile. Qual a chance de sucesso

*João Paulo Charleaux

Reivindicando soberania sobre terras ‘invadidas’ por europeus, etnia mapuche lança legenda própria e luta por território autônomo reivindicado desde o século 19

partido indigena o

REPRESENTANTES MAPUCHE PROTESTAM CONTRA PRISÕES EM VALPARAISO

Há pelo menos 155 anos, os indígenas da etnia mapuche lutam para reconquistar o que consideram um território roubado pelos colonizadores europeus no sul do Chile. Nessa luta, fazendas, igrejas, carros e casas são queimadas, e os responsáveis pelos ataques são levados a julgamento com base numa legislação de exceção. Alguns indígenas são julgados como terroristas.

Desde 1861, essa dinâmica vem se repetindo com poucas variações. Mas um fato ocorrido no dia 21 de abril pode mudar a forma como os mapuche (a palavra não tem plural no idioma mapudungun) tentam fazer valer suas reivindicações – eles criaram um novo partido político e prometem retomar as terras “ocupadas”, nas urnas. :: LEIA MAIS »

Há 32 anos com terras demarcadas, índios vivem bem entre tradição e modernidade

 *Caroline Maldonado
Roupas coloridas em comemoração dos Kadiwéu. (Foto: Cassandra Cury)
Roupas coloridas em comemoração dos Kadiwéu. (Foto: Cassandra Cury)

“Índio que é índio usa cocar, mora em oca, vive de caça e briga por terra”. É o que passa na cabeça de muita gente em Mato Grosso do Sul, estado com a segunda maior população indígena do país, atrás apenas do Amazonas.

Na escola ninguém fala que, assim como Adão e Eva fazem parte do mito da criação do homem para muitos brancos, cada etnia indígena tem uma maneira diferente de pensar a criação do mundo, de se organizar politicamente e outras ideias para o que chamamos de desenvolvimento econômico.

Se o índio da escola era um Tupinambá pelado do século XVI, agora é um ser dividido entre tradição e tecnologia. “Como pode ele usar roupa, ter smartphone e caminhonete e ainda querer ser ‘índio puro’?”, questionam.

Querem obrigar o índio a fazer uma escolha que ninguém tem condições de fazer, porque, para começar, ninguém é puro num Brasil que acolheu dezenas de etnias de outras partes do mundo. Além disso, a identidade de um povo não tem a ver com preservar intactos costumes de antepassados.

A tradição passa por processos de tradução e ressignificação. Da mesma forma que os portugueses passaram a utilizar as redes de dormir dos índios durante a colonização e nós, hoje, usamos diversas coisas da China, os indígenas se utilizam de diversas tecnologias do século XXI, sem abrir mão de suas praticas tradicionais.

Índios dão seu ‘jeito’ em conjunto habitacional

Famílias trabalham fora e sonham em voltar à Aldeia Maracanã, prédio de onde foram retirados para virar um centro cultural, mas que está sem obra até hoje

A hABITAÇÃO INDIGENA

 

“Na Aldeia Maracanã era uma troca de conhecimentos. Lá, tínhamos uma oca, uma horta, havia um contato com a terra. Estudantes iam pra lá aprender mais sobre a cultura indígena, recebíamos índios de diversas partes do Brasil e agora não temos mais nada disso”, desabafa a índia Niara do Sol, de 66 anos.

Com a perda da Aldeia Maracanã, os índios não possuem mais espaço para plantar, cantar e produzir artesanato, que também era vendido no local. Muitos não conseguem trabalho e, mesmo com as dificuldades, tentam “dar um jeito” para pagar as contas no fim do mês.

“Eu dou palestras em escolas e universidades. Minha esposa e minhas duas filhas trabalham fora. As famílias não recebem ajuda de custo”, conta o cacique Carlos Tukano.

Em meio às dificuldades, tem gente que ainda produz artesanato, mas devido à falta de ponto estratégico, a venda foi prejudicada. Outros colocam em prática técnicas de massagem, produção de óleos, e desenvolvem outras atividades para tentar arcar com as contas de luz, gás encanado e condomínio, além do gasto com comida e serviços. :: LEIA MAIS »



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