O Cacique Aruã, fez um pedido de socorro, para o Desembargador.

Nesta quinta feira (24/11/2016), por volta das 15:00 horas, na sede do TRF1 em Brasília, o Cacique Aruã, acompanhado por 04 procuradores federais e lideranças, estiveram em audiência com Desembargador Federal, no Tribunal Regional Federal, para protocolar e impetrar ação de suspensão de liminar de reintegração de posse, processo que tramita naquele Tribunal Judiciário, em desfavor da Comunidade Indígena Pataxó, FUNAI e União.
A ação de liminar impetrada pela Imobiliária Góis Cohabita, tem por objetivo reintegrar áreas, ocupadas há mais de 10 anos por cerca de 500 famílias indígenas, distribuídas em 06 comunidades: Nova Coroa, Txihi Kanayurá, Tapororoca, Novos Guerreiros, Mirapé I e Mirapé II.

Na audiência e entrevista a imprensa, o Cacique Aruã, fez um PEDIDO DE SOCORRO E JUSTIÇA, para o Desembargador do caso, no objetivo do magistrado não seja colaborador em ação de despejo que coloque em risco social e vulnerabilidades, cerca de 2.500 índios, entre crianças, mulheres e idosos, largando todos a mercê da marginalidade, em estado total de calamidade, ás margens de rodovias e estradas.

Aruã, ainda argumenta que nestas comunidades, além dos investimentos familiar dos indígenas, encontra-se também implantados projetos com recursos públicos do Governo Federal e Estadual, Municipal. Há exemplo, Luz Para Todos, rede de abastecimento de água, escolas, postos de saúde, etc. A área em questão, é Terra Indígena, comprovada antropologicamente e historicamente como tradicionais e originárias do Povo Pataxó. O Desembargador, se comprometeu em dar despacho no processo ainda nesta sexta feira (25/11/2016).

PEDIDO DO CACIQUE ARUÃ: Meus irmão e amigos, vamos todos formar uma grande corrente de fé e pedir a Deus, Jesus Cristo, Tupã, Miamissu e nossos ancestrais que ilumine a MENTE E CORAÇÃO desse desembargador, a fim de deferir o pedido de suspensão de liminar, proposto pela FUNAI. No objetivo de acabar com essa AGONIA e DESESPERO, vivenciado a cada dia pela famílias indígenas, atingidas neste processo. Por Cacique Aruã.