Educadores indígenas reunidos no sul da bahia

Em 119 escolas espalhadas por 14 municípios de Rondônia, 3,6 mil alunos de 54 povos indígenas se identificam melhor, mantêm a língua materna e, ao mesmo tempo, adquirem os saberes do terceiro milênio via satélite. “Todas as escolas com energia elétrica ganharão internet, facilitando a formação online e o ingresso no Diário Eletrônico da Seduc; em mediação tecnológica, Guajará-Mirim iniciou com o 1º ano e prepara a expansão”, adiantou o coordenador do Ensino Indígena Antônio Puruborá. Vinte novas escolas serão construídas em 2018.

Também serão editados livros e cartilhas em língua materna/Português. No primeiro mês de 2018, Puruborá e a gerente de modalidades temáticas especiais (*) Ana Lúcia da Silva Silvino Pacini alinham as conquistas do ano passado e preveem como será este ano. Atualmente, há 195 professores níveis A (participantes do Projeto Açaí) e B (Açaí mais curso intercultural na Unir). “Rondônia foi o primeiro Estado a contratar por concurso público professores com nível superior; antes, a Bahia contratou apenas os de nível A”, destacou Puruborá. Até agora são duzentos contratados.

Na terceira versão, o Projeto Açaí deverá formar mais cem até o final de 2018. Dos dez módulos, sete foram concluídos. “A formação continuada de indígenas e não indígenas permitirá o crescimento do projeto e melhor qualidade”, afirmou Ana Lúcia Pacini. Segundo ela, a medida possibilita que o professor antes aprenda a respeito da história, cultura e tradições de cada povo, e não apenas quando chega à aldeia. Atualmente, a gerência de modalidades projeta com a Seduc a criação de uma equipe gestora em coordenadorias regionais de educação, visando ao apoio pedagógico aos professores. A equipe será formada por diretor, supervisor e secretário. Guajará-Mirim, por exemplo, tem 30 escolas em funcionamento. A Procuradoria-Geral do Estado definirá a devida gratificação para supervisores. Vinte novas escolas serão contempladas com investimentos do convênio entre a Seduc e a Usina Jirau.

Fonte: Diário da Amazônia