Cerimônia contou com a Orquestra Infantil Indígena da Fundação Zahran, que se apresentou pela primeira vez a outros índios.Foto reprodução: TV Morena

 

ma cerimônia na manhã desta terça-feira (27) entregou para a comunidade do bairro Tiradentes, em Campo Grande, o novo Memorial da Cultura Indígena. O espaço fica na aldeia urbana Marçal de Souza, onde vivem hoje 135 famílias da etinia terena, foi revitalizado. Criado em 1999, o espaço chegou a ser abandonado e a ficar fechado. O Canadá, que tem um fundo de investimento na cultura indígena, decidiu aplicar R$ 80 mil na restauração do memorial em parceria com o município e a própria aldeia urbana.

“Eu reconheci que é a mesma vida que tem os indígenas lá no Canadá. E precisamos ter o mesmo cuidado com as comunidades indígenas no Canadá como no mundo inteiro”, afirmou Ricardo Savone, embaixador do Canadá.

“Hoje nós estamos devolvendo à nossa cidade um pouco da história, da cultura, da etinia dos indígenas”, completou o prefeito da capital sul-mato-grossense Marcos Trad.

No memorial vão ficar expostos artesanados feitos em aldeias indígenas de Mato Grosso do Su. A intenção é que espaço seja um ponto turístico para valorizar a cultura e gerar renda.

“Isso aqui é para voltar a dar vida para a nossa língua, a nossa cultura, os nossos artesanatos. Resgatar um pouco. Dar condições. Um suporte para as nossas famílias na produção dos nossos artesanados”, explicou o cacique Daniel da Silva.

Orquestra Infantil Indígena

Orquestra Infantil Indígena da Fundação Zahran se apresentou pela primeira vez à própria comunidade (Foto: Reprodução TV Morena) Orquestra Infantil Indígena da Fundação Zahran se apresentou pela primeira vez à própria comunidade (Foto: Reprodução TV Morena)

Orquestra Infantil Indígena da Fundação Zahran se apresentou pela primeira vez à própria comunidade (Foto: Reprodução TV Morena)

A Orquestra Infantil Indígena da Fundação Zahran se apresentou durante a cerimônia de inauguração do memorial. Foi a primeira vez que o grupo, criado há três anos, teve a oportunidade de se apresentar à própria comunidade.

“Pode ver, assim, como eles ficam fascinados com violino e violão celo. Então, é um trabalho muito legal. Eles pegaram muito rápido as músicas. E a família toda, terena, eles participam com a gente em reuniões, em eventos. Isso estimula as crianças”, contou Valéria Vasques Pereira, conselheira de projetos sociais da Fundação Zahran.

Maestro das crianças e dos adolescentes, Eduardo Martinelli acredita que, por meio da orquestra, os indígenas vão conseguir valorizar a própria cultura. “Eu creio que essas crianças vão, de alguma forma, em breve, trabalhar a sua cultura. Trabalhar a sua música. Resgatar músicas que fazem parte da história do seu povo.”

Fonte: G1 MS