A área já eram reconhecidas pela Justiça como ocupação tradicional indígena, mas somente nesta sexta o acordo foi firmado com a Terracap (foto: Ed Alves/Esp. CB/D.A Press)

Após treze anos de embates judiciais, a comunidade indígena do Santuário Sagrado dos Pajés, da etnia Fulni-ô Tapuya, teve a ocupação reconhecida pela Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap) e pelo Governo do Distrito Federal. O acordo, firmado nesta sexta-feira (29/6), garante a demarcação de 32,6 hectares para a permanência do santuário.

A área fica no Noroeste e já havia sido considerada pela Justiça como um local de ocupação tradicional indígena.

“O acordo reconhece a área com terra de uso tradicional. Isso significa o estado de máxima proteção que a Constituição Federal dá para uma terra indígena no Brasil”, celebrou o advogado da comunidade indígena, Ariel Foina. Apesar da conquista, os índios decidiram abrir mão de 36% das terras, já que inicialmente lutavam pelo reconhecimento de 50 hectares. “Como este montante inviabilizaria a existência do Noroeste, a comunidade viu que era necessário ceder”, explicou Ariel.