Nas aldeias, Giovani já morou e lecionou para mais de 5 etnias diferentes (Foto: Arquivo Pessoal)

Destaque no sábado ao contar sua história de vida no Caldeirão do Huck, o professor universitário faturou prêmio de R$ 300 mil.

“Em Porto Murtinho que passei a conviver efetivamente com os indígenas. Parei de fazer o trajeto cidade-aldeia, e morei quase 8 anos da minha vida com os Kadiwéu. Essas pessoas tem muito a nos ensinar. Seus conhecimentos ancestrais que fogem do alcance da racionalidade puramente científica. Com eles, aprendi a ser mais solidário, a pensar no coletivo, a ser menos competitivo”.Na falta do curso de ciências sociais aqui em MS, Giovani acabou se especializando em Antropologia no Mato Grosso. Cada vez mais, aumentava tanto seu conhecimento teórico quanto o prático em relação aos índios. No ano de 2012, foi parar no extremo norte brasileiro.

“Fui convidado para participar de um evento no Amapá. Era minha primeira vez na região Norte. Sabendo da minha jornada, alguns colegas – e que hoje são meus parceiros de trabalho  – avisaram e me incentivaram a fazer concurso pra lá”.

Hoje, Giovani é professor doutor da Unifap (Universidade Federal do Amapá), tendo começado seus dias na instituição fazendo a viagem Macapá (AP) e Oiapoque para lecionar no ensino superior indígenas de 5 etnias diferentes.

“Não gosto de usar o termo ‘dar aulas’. Enquanto professor, sou um encantador de palavras e de gente, mas essa também é uma via de mão-dupla, a ‘lição tirada’ é mútua”.

Caldeirão do Huck – Dois anos antes de participar do “Quem quer ser um milionário?”, exibido ontem (17) no programa do Luciano Huck, Giovani se inscreveu sem imaginar que ganharia o maior prêmio da história do quadro, no valor de R$ 300 mil.

Faturando prêmio de R$ 300 mil, Giovani participou do quadro “Quem quer ser um milionário?” do programa Caldeirão do Huck (Foto: Arquivo Pessoal)
“Luciano me perguntou se eu estava satisfeito com o resultado. Com certeza. Entrei para contar minha história e da minha mãe, mulher de origem muito simples que aos 29 anos se tornou viúva do meu pai. E eu também queria honrá-lo”.

Com o dinheiro, o filho garante que vai proporcionar uma velhice tranquila à matriarca Gregória  que tanto ama.”O meu objetivo ali não era mostrar que minha vida mudou por causa do programa, mas que todo mundo tem condições de se transformar caso largar mão da miséria intelectual e espiritual”. – CREDITO: CAMPO GRANDE NEWS