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Sul da Bahia: Tupinambá investem na agroindústria, cacau fino e melhoria do rebanho bovino

mata atlantica

Uma relação de cumplicidade e respeito para com a terra, não de exploração. Esse é uma espécie de mantra que impera na Aldeia Tupinambá Serra do Padeiro, que faz parte de uma reserva indígena de 47 mil e 750 hectares nos municípios de Ilhéus, Buerarema, Una e São José da Vitória.
A retomada de terras que os tupinambá consideram historicamente suas não foi e não tem sido uma tarefa fácil.

Ao contrário, apesar da aparente ambiente de tranquilidade, paira no ar um indisfarçável  clima e conflito, especialmente em Buerarema, cidade de pouco mais de 18 mil  habitantes que, muito por conta dessa disputada, tornou-se uma espécie de enclave bolsonarista Sul da  Bahia.

Cacique Babau

As ameaças tem como alvo principal Rosivaldo Ferreira da Silva , o Cacique Babau, liderança cujo reconhecimento nacional e internacional tem sido uma garantia para que ameaças, feitas as claras não se tornem realidade.

Mas Babau, franzino, fala mansa, mas dono de uma coragem que se tornou lendária, não quer se perder em lamentações. Ameaça a gente sofre todo dia, mas o que a gente precisa é mostrar as transformações que estão ocorrendo na aldeia, dos nossos projetos.

E a Associação Tupinambá  Serra do Padeiro está mostrando que é possível viver da terra se explorar a terra, promover o desenvolvimento sustentável.  As 218 famílias da associação  produzem cerca de 15 mil arrobas de cacau/ano, além banana, abacaxi, graviola,  mandioca, alma da criação de gado leiteiro e de corte e galinhas.  70% da área da aldeia  é de Mata Atlântica preservada, numa das ultimas áreas remanescentes no litoral brasileiro.

tupis (1)“Nossa próxima meta é criar agroindústrias que vão agregar valor à produção e investir no cacau fino, com maior valor de mercado. Também estamos instalando um novo curral para o gado”, afirma o Cacique Babau, que planeja utilizar a estrutura hoje parcialmente deteriorada da Unacau, um meganegócio tocado por médios e grandes produtores, tragado, entre outras coisas, pela vassoura de bruxa.

“A estrutura para a agroindústria e a produção de cacau de qualidade,, com um processo de fermentação e secagem diferenciados, estão dIsponíveis, só dependemos de recursos para viabilizá-los”, diz o cacique.

Recentemente técnicos da Companhia de Ação Regional/CAR e da Bahiater, ligados à Secretaria de  Desenvolvimento Rural do Governo da Bahia, promoveram um encontro com indígenas e agricultores familiares, para detalhar projetos como o Bahia Produtiva, que destinam recursos para investimentos na instalação de agroindústrias, melhoria da produção, aquisição de insumos e equipamentos e capacitação.

O projeto atende agricultores familiares, indígenas e quilombolas.

Área do novo curral

TRABALHO E DIGNIDADE

Dona Maria da Glória de Jesus

69 anos nove filhos e quinze bisnetos é um exemplo de que esse é um processo que resultará em melhores condições para a comunidade. Ela  participou ativamente da luta pela retomada das terras indígenas. “Nunca foi fácil, sofremos muita perseguição, mas hoje temos uma vida digna. O que me faz feliz é poder colher o que  se planta e viver em harmonia com a natureza. Toda nossa luta valeu e valerá a pena, porque eu penso nas gerações futuras”. Dona Maria é um símbolo na aldeia, respeitada e querida por todos sempre com uma palavra amiga nos momento de dificuldades.

Os tupinambás vem buscando estabelecer uma relação de parceria com os agricultores familiares que possuem pequenas propriedades no entorno da reserva.

Um dos exemplos é com o produtor de farinha Ezequias  Barbosa dos Santos. Quando ele pensou em encerrar o negócio  por conta das dificuldades na compra da matéria prima, os indígenas passaram a comercializar com ele a produção da aldeia.

São 60 toneladas de mandioca/mês, que geram ua produção de 12 toneladas/mês da conhecida Farinha do  Zequinha, comercializadas em toda a região, incluindo mercados  e feiras livres de Itabuna e Ilheus, “Essa parceria é fundamental pra gente continuar produzindo e gerando empregos”, diz.

tupis (4)

Uma das atividades na aldeia Serra do Padeiro é a criação de galinhas e para abate e produção de ovos.  Coordenado pelas irmãs Michelle e Maikelle Ferreira Nascimento, o aviário produz cerca de 300 ovos/dias, que complementam a alimentação no local e são vendidos  em São José da Vitória, Buerarema e Una. “É gratificante viver do fruto nosso trabalho.

A terra nos dá tudo, alimento, dignidade, segurança. Temos que retribuir cuidando bem dela”, afirma Michelle.

Fonte: Blog do Thame

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