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“O que mais dói é a impunidade”, diz indígena à relatora da ONU

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A Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados recebeu hoje, 08, por duas horas, a relatora Especial sobre os Direitos dos Povos Indígenas do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas – ONU, Victoria Tauli-Corpuz. A deputada federal Janete Capiberibe (PSB/AP) apresentou à relatora uma carta contendo denúncias de violação dos direitos humanos e de desmonte da política indigenista pelo Governo Federal, em concordância com os setores econômicos do agronegócio, da mineração, do petróleo e geração de energia que “querem se apropriar das riquezas brasileiras sem impedimentos”. A reunião foi acompanhada por diversos movimentos sociais como o Conselho Indigenista Missionário – CIMI, Articulação dos Povos Indígenas do Brasil – APIB, Articulação dos Povos Indígenas do Sul – ARPIN-Sul, a Associação Brasileira dos Antropólogos – ABA, a Via Campesina, o Movimento dos Pequenos Agricultores – MPA, o Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB, dentre outros.

Na Carta, a deputada Janete denuncia a ofensiva dos setores econômicos contra os povos indígenas, comunidades quilombolas, povos tradicionais, pequenos agricultores e assentados da reforma agrária e meio ambiente com a conivência e a omissão do Estado brasileiro. Ela aponta falta de ação do Governo Federal para homologar novas terras indígenas – “21 processos aguardam a assinatura da presidente Dilma sem que tenham qualquer questionamento”, escreveu – e o desmonte da Fundação Nacional do Índio – FUNAI, com o corte determinado de 60% dos cargos que deverão ser extintos pelo Ministério da Justiça. Falou da morosidade do Judiciário e das decisões contrárias aos povos indígenas e da ofensiva dentro do parlamento cuja representação dos setores econômicos é distorcida pelo poder financeiro e põe em risco os direitos conseguidos pela Constituição de 1988.

Desqualificação – “Só uma forte pressão internacional sobre os financiadores e empresas nacionais e multinacionais e sobre o poder público poderá pôr fim às agressões vergonhosamente naturalizadas”. A pressão se daria pelo boicote aos produtos – carnes, grãos, madeiras, minérios, combustíveis fósseis, etc – oriundos de terras onde há conflitos e violação dos direitos dos povos indígenas. :: LEIA MAIS »

SERRA GRANDE SEDIA FESTIVAL DOS SAGRADOS SABERES FEMININOS

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Nádia Akauã Tupinambá, conhecedora de medicinas tradicionais.

O I Festival Brasileiro dos Sagrados Saberes Femininos vai ocorrer entre os dias 18 e 20 desse mês, no espaço Asas e Raízes, em Serra Grande, vila litorânea do município de Uruçuca – Bahia. Reunirá mulheres e homens de vários lugares do país.

O festival receberá anciãs, artistas, terapeutas, parteiras, curandeiras e lideranças indígenas para compartilhar saberes tradicionais. Serão vivências de conexão e cuidado com o planeta, os ciclos naturais, a medicina das plantas e os segredos dos partos.

Suely Carvalho, fundadora da ONG Cais do Parto, vai ser uma das participantes. Ela promove rodas de conversa com casais “grávidos” de Ilhéus, além de cursos de formação de doulas e parteiras. A riqueza e diversidade das cerimônias indígenas também marcarão presença, representadas por Nádia Akauã Tupinambá, conhecedora de medicinas tradicionais.

A edição brasileira deriva do Festival Sulamericano dos Sagrados Saberes Femininos, que teve a segunda edição em novembro de 2015, em Curitiba, no Paraná, e contou com mais de 200 participantes. Segundo as organizadoras dos festivais, “por muito tempo tudo foi muito masculinizado em nossa sociedade, a intenção é trazer os saberes femininos não para oprimir, mas somar ao masculino no resgate do equilíbrio dentro de todas as pessoas e nas formas de se relacionar com a vida”.

*Blog do Gusmão

Indígenas vão escrever mestrado na língua da etnia no AM

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Dois indígenas do programa de pós-graduação em Antropologia Social da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) vão poder escrever a dissertação de mestrado na língua materna.

A iniciativa é considerada um marco no sistema do ensino superior para os índios do Brasil.

O professor de mestrado em antropologia social e orientador de um dos alunos, Gilton Mendes, explica que o projeto é fruto de um longo processo iniciado em 2010 no programa de pós-graduação.

Nesta época, a instituição implantou as cotas para o ingresso de indígenas. Ele destaca que a solicitação partiu dos alunos e foi acatada pela direção.

Sonora: “A primeira questão é que todos nós sabemos. Isso é uma coisa simples, você pensa melhor, expressa melhor na língua materna, na língua que você foi educado para o mundo. Neste caso, em particular, esses alunos atualmente fizeram essa reivindicação com base neste primado: de que eles se expressam melhor em sua língua nativa.”

 

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Indígenas da Capital recebem documentação em ação de Comitê Estadual

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Da esquerda para direita: subsecretária Silvana Dias; cacique da Aldeia Água Bonita, Nilton Nelson e a superintendente Ana Lúcia Américo

Capital, (MS) – O Comitê Gestor Estadual para a Erradicação do Sub-Registro Civil de Nascimento e Ampliação do Acesso à Documentação Básica (CEESRAD), ligado à Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho (Sedhast), entregou na última sexta-feira (4), documentos para indígenas da Aldeia Água Bonita, na Capital. Na oportunidade também foram empossados os membros do novo Comitê para a Erradicação do Sub-Registro Civil de Nascimento e Ampliação do Acesso à Documentação Básica de Campo Grande.

A presidente estadual do CEESRAD e superintendente de Direitos Humanos da Sedhast, Ana Lúcia Américo, enalteceu a criação do comitê na Capital e o trabalho desenvolvido via comitê estadual. “Estamos trabalhando para que a expansão do comitê seja uma realidade em MS. Atualmente 22 municípios possuem esse comitê, mas mesmo diante das dificuldades encontradas precisamos avançar e enxergar as pessoas que necessitam e esperam por esse trabalho tão importante”, disse. :: LEIA MAIS »

Relatora especial da ONU para direitos indígenas inicia visita ao Brasil

Victoria Tauli-Corpuz, Special Rapporteur on the rights of Indigenous Peoples during the panel the topics Human Rights and climate change. 6 March 2015. UN Photo / Jean-Marc FerrŽ

Photo / Jean-Marc FerrŽ

A relatora especial da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre direitos dos povos indígenas, Victoria Tauli-Corpuz, faz visita ao Brasil, entre 7 e 17 de março, para identificar as violações aos direitos e dificuldades enfrentadas pelos indígenas no Brasil. Além da capital Brasília, ela visitará os estados de Mato Grosso do Sul, Bahia e Pará.

Na terça-feira (8/3), às 14h30, no Plenário 9 do Anexo II da Câmara, a relatora irá participar de uma reunião na Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. No dia seguinte, a partir das 9h, volta ao Congresso Nacional para participar de uma audiência na Comissão de Direitos Humanos do Senado. No último dia da visita, Tauli-Corpuz fará uma coletiva de imprensa na Casa da ONU, em Brasília.

Tauli-Corpuz também vai checar o cumprimento das principais recomendações feitas pelo último relator especial, James Anaya, que visitou o Brasil em agosto de 2008. Em setembro, o relatório com as conclusões e as recomendações de Tauli-Corpuz será encaminhado ao governo brasileiro e ao Conselho de Direitos Humanos da ONU.

 

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Comunidades aprovam projeto turístico na Terra Indígena São Marcos

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Ações concretas estão previstas para a região, uma delas é a previsão do Governo Federal de asfaltar os 11 km de acesso até a Pedra Pintada

Lideranças indígenas da Reserva São Marcos aprovaram, na última quinta-feira (3), em Assembleia Geral, o projeto turístico “Caminhos de Macunaima”, que visa receber visitantes em áreas indígenas, de acordo com o normatização feita pela Funai (Fundação Nacional do Índio) em junho do ano passado.

Técnicos do governo e lideranças indígenas debateram na assembleia pontos como a viabilidade do projeto e formas de gestão. A concordância das comunidades indígenas é um primeiro passo para a estruturação do roteiro em terra indígena de Roraima.

De acordo com o secretário de Planejamento e Desenvolvimento, Alexandre Henklain, esse é um grande passo e a hora é de ouvir os indígenas e trabalhar da melhor forma para que a gestão do projeto possa caminhar.

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Palavras indígenas nomeiam a maior parte das plantas e animais do Brasil

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Fenômeno pode ser visto em Cuiabá, no Mato Grosso. Pronúncia de ch e j tem influência da língua Bororo

MANAUS – Que língua é falada no Brasil? Se você disser o português, sua resposta não está completa. Esse é apenas o nosso idioma oficial. Existem, aqui, mais de 200 línguas indígenas registradas, das quais 180 são faladas até hoje. Além disso, as línguas indígenas têm importantes contribuições e influências que ainda fazem modificações na nossa forma de falar o português.

De acordo com a professora Ana Suelly Cabral, pesquisadora das línguas indígenas, cerca de 80% das palavras que nomeiam as plantas e bichos brasileiros são oriundas do Tupinambá, o mais conhecido idioma nacional nativo. Aliás, o tronco Tupi é um dos grandes agrupamentos linguísticos do Brasil. São sete famílias de línguas: Arikém (1 língua), Juruna (1 língua), Mondé (7 línguas), Mundurukú (2 línguas), Ramaráma (2 línguas), Tuparí (3 línguas), Tupi-Guarani (21 línguas). Há ainda trêslínguas isoladas no nível de família: Aweti, Puruborá e Sateré-Mawé. Considerando que o total de línguas indígenas no Brasil é de 180, o tronco Tupi reúne 40 línguas, o que corresponde a 22,2 % do total.

De acordo com a professora, quando os colonizadores europeus chegaram aqui, eles não conheciam a enorme variedade da fauna e flora brasileiras. Os índios é que foram apresentando e dando nome aos animais, como por exemplo a capivara, o tamanduá, a cutia, o pirarucú, o jabuti; e às frutas, como o cacau e o cajá.

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Coordenador da Funai denuncia crise na saúde indígena no AM

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Índios moradores da região do Alto Rio Negro, no Amazonas, denunciam uma crise na área da saúde.
Segundo Marivelton Barroso, da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro, mesmo com um orçamento de mais de R$ 7 milhões destinados ao Distrito Sanitário Especial Indígena da região, faltam medicamentos, médicos e infraestrutura de atendimento.
O coordenador regional da Fundação Nacional do Índio (Funai), Domingos Barreto, confirma a situação de abandono da saúde indígena e denuncia o alastramento da malária entre os índios.
A região do Alto Rio Negro abrange os municípios de São Gabriel da Cachoeira, Santa Izabel do Rio Negro e Barcelos e é atendida pelo Distrito Especial de Saúde Indígena – DSEI Alto Rio Negro.
Em nota, o Ministério da Saúde nega que a localidade esteja desatendida. A pasta esclarece que existem, atualmente, 50 equipes multiprofissionais de saúde indígena e 22 médicos atendendo diretamente nas aldeias.
O ministério confirma apenas falta provisória de alguns medicamentos específicos, mas a aquisição já se encontra em curso.
A Secretaria Especial de Saúde Indígena destaca o repasse ao DSEI de mais de R$ 7 milhões, em 2015. O valor inclui diárias, material de consumo, obras, mão de obra e locomoção de equipes e indígenas, que foi integralmente executado.

Inclusão – Jogo de videogame brasileiro destaca cultura indígena

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O projeto foi elaborado por antropólogos, programadores visuais e integrantes do povo Caxinauá

A partir de abril, fãs de videogame vão poder conhecer um jogo bem diferente dos convencionais e genuinamente brasileiro. Com índios e flechas, o jogo “Huni Kuin – os caminhos da jiboia” vai trazer elementos da floresta amazônica. O projeto foi elaborado por antropólogos, programadores visuais e integrantes do povo Caxinauá.

O videogame permite a experiência de entrar na história, nos mitos e nos contos de um povo indígena. O projeto teve 30 integrantes do grupo Caxinauá, que tem a maior população indígena do Acre. São 7.500 habitantes de acordo com a Fundação Nacional da Saúde (Funasa). “Foram trabalhadas cinco histórias que são cada uma das fases e, em cada uma, tem um segredo desse povo que você vai descobrindo aos poucos”, explica o antropólogo Guilherme Meneses.Meneses conta que realizou uma pesquisa inicial por seis meses, depois encontrou os índios da tribo Huni Kuin em São Paulo (SP), até chegar na aldeia. Ele explica que toda a história foi construída coletivamente com os indígenas. Uma parte na aldeia e outra no estúdio em São Paulo. A intenção é que o jogo possa circular e atingir muitas pessoas pelo país e, assim, ser uma nova forma de conhecer a cultura indígena.

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