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Índios Macuxi mostram preparo de prato tradicional com lagartas em RR

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Inseto frito ou cozido é saboreado só em uma época do ano pelos índios.
Nutricionista diz que alimento é muito saudável; veja preparo

No interior da Reserva Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, índios da etnia Macuxi aguardam a segunda maior chuva do inverno para reproduzir um hábito milenar: comer a arari’, uma lagarta da maniva. O inseto é ingrediente único de um prato exótico saboreado por dezenas de gerações de índios. Mas a iguaria tem época para ser apreciada: as lagartas aparecem só em um período do ano, após as chuvas entre abril e maio.

, as lagartas nascem nos pés de maniva – plantação de mandioca –  e se alimentam das folhas da planta. Os insetos são tão vorazes que podem destruir a planta por completo. Mesmo assim, os índios escolhem não envenená-las com agrotóxicos. Em vez disso, aguardam ansiosamente pelo aparecimento delas para prepará-las fritas ou cozidas, temperadas apenas com sal e pimenta.

Segundo a nutricionista Luciana Santana, as lagartas são um alimento muito saudável. Elas são ricas em aminoácidos e podem, inclusive, substituir a carne nas refeições.

O pesquisador indígena Enoque Raposo explica que as lagartas, cujo nome científico éerinnyis ello, podem ser predominantemente verdes, pretas ou cinzas. Elas nascem após a segunda maior chuva da estação.

“As borboletas põe seus ovos nas plantas. Logo depois, as lagartas nascem e duram até a próxima grande chuva, quando caem dos pés de maniva, se enterram e viram borboletas”, explica.

Para colher a lagarta você tem que dominá-la. Segurá-la pelo ‘rabo’ e depois puxar por inteiro. Elas não mordem”
Enoque Raposo
pesquisador indígena

O G1 acompanhou a colheita de lagartas na Raposa I na quarta-feira (4). Para capturá-las, os indígenas buscam plantações de maniva afetadas pela praga. Às vezes, famílias inteiras se unem na missão de colher as maiores e mais gordas lagartas que…….. :: LEIA MAIS »

Representantes de povos e comunidades tradicionais tomam posse em comissão estadual

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Representantes Indígenas participam da reunião do CESPCT

Os membros da Comissão Estadual de Sustentabilidade de Povos e Comunidades Tradicionais (CESPCT) para a gestão 2016/2019 tomam posse nesta quinta-feira (05), durante reunião ordinária do órgão no Hotel Vilamar, na Avenida Amaralina, em Salvador. De caráter deliberativo, o colegiado é vinculado à Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi) e conta com 18 representantes do poder público e igual número da sociedade civil organizada.

A abertura do encontro, que segue até sexta-feira (06), será às 9h, com a presença da titular da Sepromi e presidente da CESPCT, Vera Lúcia Barbosa. Na ocasião, também serão discutidos, dentre outros assuntos, os preparativos para o 3º Encontro Estadual de Povos e Comunidades Tradicionais da Bahia, programado para julho deste ano. Os segmentos representados são povos indígenas, quilombolas, povos de terreiro, fundos de pasto, fechos de pasto, pescadores e pescadoras, povos ciganos, extrativistas, geraizeiros e marisqueiras.

As eleições da comissão, que tem o objetivo de coordenar a elaboração e implementação da Política Estadual de Sustentabilidade dos Povos e Comunidades Tradicionais da Bahia, foram realizadas em dezembro do ano passado.

 

Texto e Foto: Ascom/Sepromi (Lízia Sena)

Olimpíadas – Arqueiros indígenas ficam de fora da Seleção Brasileira de Tiro com Arco

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Quatro arqueiros indígenas, oriundos de comunidades indígenas, não tiveram sucesso na seletiva que dava vaga para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro 2016. Em etapa realizada no último domingo (1) em São Paulo, os atletas Drean Braga e Nelson Silva, no masculino, e Inaiá Silva e Graziela dos Santos, no feminino, não conseguiram índice para chegar a competição internacional.

“Todos eles tiveram bons desempenhos nas etapas finais da seletiva, mas o foco para estes arqueiros indígenas são os Jogos de Tóquio, em 2020. São muito promissores para a próxima Olimpíada”, afirmou Joice Simões, chefe da equipe brasileira de tiro com arco.

No torneio, Marcus Vinicius D’Almeida e Bernardo Oliveira se classificaram entre os homens, enquanto Ane Marcelle dos Santos e Sarah Nikitin conseguiram pelo feminino. Um atleta de cada categoria será indicado pela Confederação Brasileira de Tiro com Arco na terça-feira (3).

Presidente Dilma homologa Reserva Indígena Aldeia Kondá, em Chapecó

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A Reserva Indígena Aldeia Kondá homologada

A Reserva Indígena Aldeia Kondá foi homologada. A área de 2,3 mil hectares se situa nas localidades de Praia Bonita, Gramadinho e Lajeado Veríssimo, no interior de Chapecó, no Oeste do Estado. A luta pela homologação de Kondá, área que ganhou maior visibilidade com

o assassinato do meninon Vitor Pinto, de dois anos, em 30 de dezembro do ano passado, arrastava-se na justiça. Ainda em 1998, a Fundação Nacional do Índio (Funai) formou um grupo técnico para identificar uma área na região para dezenas de família de Kaingang que moravam em terrenos irregulares no centro da cidade.

Pelos laudos, cerca de 720 Kaingang no passado tiveram que deixar as terras tradicionais em decorrência do processo de colonização da região. Por não ser possível demarcar na área central de Chapecó, a solução foi a escolha de um lugar para a criação da reserva. Mas os prazos foram sendo….

Atleta indígena participará do revezamento da Tocha Olímpica em Brasília

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O atleta indígena Kamukaiká Lappa Yawalapíti ensaia para levar a Tocha Olímpica no trajeto interno do Memorial dos Povos Indígenas

O indígena Kamukaiká Lappa, do Xingu, é um dos escolhidos para carregar a Tocha Olímpica amanhã (3) em Brasília. O atleta, da etnia Yawalapíti, dará uma “volta olímpica” no Memorial dos Povos Indígenas, na região central da capital.

“Estou muito ansioso porque a hora está chegando. Amanhã será a hora de representar todos os indígenas do Brasil. Jogos Olímpicos são democracia, ajudam a promover e celebrar a paz”, disse Kamukaiká hoje (2), após ensaio do trajeto de amanhã. Depois da entrada da tocha no memorial, haverá uma apresentação de indígenas do Xingu.

Índios estão há 40 dias sem água potável em Dourados

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O reflexo disso são crianças fora da escola e cada vez mais superlotação nos postos de saúde

Cerca de 20 famílias estão sem água potável na reserva indígena de Dourados. O desabastecimento já dura 40 dias na região conhecida como “travessão do cacique Getúlio”, castigando a comunidade. O reflexo disso são crianças fora da escola e cada vez mais superlotando os postos de saúde, já que ficam vulneráveis a doenças devido a falta de água.

De acordo com o indígena Levanir Machado, coordenador de Esportes da Associação Indígena Douradense (Assind), as escolas estão dispensando mais cedo os alunos. “Eles estão saindo por volta das 9h pela manhã porque passam cede na escola, já que todas as torneiras estão secas”, destaca.

Nos postos de saúde a falta de água também influencia. “As crianças acabam tomando água de poços contaminados. em nossa Reserva não há rede de esgoto, que muitas vezes fica a céu aberto e próximo dos……. :: LEIA MAIS »

Terras Indígenas: antes tarde do que nunca

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Está chegando ao fim mais um Abril Indígena, marcado por extrema violência contra os povos indígenas, com vários assassinatos, prisões, reintegração de posse, criminalização de lideranças. Também foi marcado por uma conjuntura de instabilidade democrática do país com um processo de impedimento da presidente Dilma.

Por Egon Heck, Conselho Indigenista Missionário – CIMI

Os povos indígenas, nas últimas décadas, nos momentos de instabilidade e quebra do regime democrático, foram duramente afetados. Porém, conseguiram resistir e sobreviver. Mesmo com a implantação do golpe militar/civil de 1964, os povos indígenas foram conseguindo visibilidade e forças para levar a denúncia da violação de seus direitos a instâncias nacionais e internacionais.

Enquanto isso, líderes ruralistas foram até o vice-presidente solicitar a utilização do Exército para impedir a luta dos povos indígenasquilombolas, sem terra, na busca de seus direitos pelas……

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SP – Índios ocupam Prefeitura e pedem apoio às demarcações de terra

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Reivindicando apoio do prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho (PT), aproximadamente 50 índios ocuparam o acesso principal do prédio do Executivo e exigiram que o petista assinasse um manifesto público se dizendo favorável ao processo de demarcação de terras indígenas.

Os índios, que fazem parte de diversas aldeias, chegaram no local às 10h30, pintados e armados com arcos e flechas e enquanto aguardavam a manifestação do Prefeito, cantaram e dançaram o tempo todo.

 Segundo o cacique guarani Elias Honório, o manuscrito entregue ao Prefeito se refere especificamente à região conhecida como Tenondé Porã, área que abriga famílias indígenas, que fica entre Parelheiros, na…

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Força Nacional participa de desocupação de terras indígenas no Pará

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A Força Nacional de Segurança Pública está em São Félix do Xingu, no Pará, onde participa da desocupação da Terra Indígena Apyterewa. A operação é realizada em pareceria com a Fundação Nacional do Índio (Funai), e os ministérios da Justiça, da Defesa e do Desenvolvimento Agrário, além do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). O território é ocupação tradicional do povo Parakanã, homologado por decreto presidencial de 19 de abril de 2007.

A portaria nº 496, publicada na sexta-feira (29), homologou a permanência da Força Nacional até 15 de maio para garantir a segurança das pessoas, do patrimônio e a manutenção da ordem pública.

Segundo a Funai, está sendo realizada desde 2011 a Operação Apyterewa, que busca a regularização fundiária e a expulsão da terra indígena, promovendo o pagamento de indenizações aos ocupantes de boa-fé.

Cultura indígena será integrada ao curso de História, no interior do Amazonas

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Os saberes indígenas serão compartilhados com professores e alunos do Ifam de São Gabriel da Cachoeira

MANAUS – Imagine a integração dos saberes indígenas às metodologias de Ensino dos conteúdos de História. Este é o objetivo da professora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas (Ifam), Letícia Alves. Mas ela começa com o estudo desta possibilidade nas  turmas de ensino Técnico e Tecnológico do Ifam de São Gabriel da Cachoeira.

De acordo com a professora, a integração irá permitir uma produção conjunta do conhecimento, promovendo a interdisciplinaridade enquanto prática de ensino. “Viabilizar um espaço de interlocução entre alunos e professores dará a chance de efetivar os saberes indígenas no ensino de História, baseado em uma metodologia integrada para o Alto Rio Negro constituindo assim, um ensino e aprendizagem que forme verdadeiramente cidadãos capazes de “restituir” a dignidade da condição humana”, afirmou Letícia.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), São Gabriel da Cachoeira é o…

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