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Indígenas Gamela ocupam fazendas e sítios em protesto por terras no MA

Povo Gamela

Manifestantes querem retomar território habitado por ancestrais.
Imóveis motivo de conflito estão em Viana, Matinha e Penalva.

Indígenas da etnia Gamela estão ocupando fazendas e sítios em protesto pela retomada do território que foi habitado pelos ancestrais, nos povoados Taquaritiua e Centro do Antero, em Viana, no Maranhão.
O grupo está ocupando duas fazendas e um sítio às margens da MA-014, entre Viana (MA), Matinha (MA) e Penalva (MA). Eles alegam que os imóveis estão dentro de um território indígena de cerca de 14 mil hectares e passa pelas três cidades.
“O povo gamela é um povo indígena aqui do Maranhão que nos anos 50 foi considerado extinto pelo Estado brasileiro, mas é um povo que sempre morou no local onde está. É um território que foi doado na época do Império. O Império reconheceu que o povo gamela tinha direito a esse território e é esse território que pertenceu aos seus ancentrais que o povo gamela está reivindicando agora”, explica a coordenadora do Conselho Indigenista Missionário, Rosimeire Santos.
ndígenas da etnia Gamela estão ocupando fazendas e sítios em protesto pela retomada do território que foi habitado pelos ancestrais, nos povoados Taquaritiua e Centro do Antero, em Viana, no Maranhão.
O grupo está ocupando duas fazendas e um sítio às margens da MA-014, entre Viana (MA), Matinha (MA) e Penalva (MA). Eles alegam que os imóveis estão dentro de um território indígena de cerca de 14 mil hectares e passa pelas três cidades.
“O povo gamela é um povo indígena aqui do Maranhão que nos anos 50 foi considerado extinto pelo Estado brasileiro, mas é um povo que sempre morou no local onde está. É um território que foi doado na época do Império. O Império reconheceu que o povo gamela tinha direito a esse território e é esse território que pertenceu aos seus ancentrais que o povo gamela está reivindicando agora”, explica a coordenadora do Conselho Indigenista Missionário, Rosimeire Santos.

ONG acusa ‘gangues de madeireiros’ de incendiar terras indígenas do MA

incendio em terras indigenas

Os incêndios são intencionais’, diz Survival International.
Organização também cobra ações do governo.

A Organização não governamental (ONG) Survival International afirmou, por meio de nota enviada à imprensa mundial, nesta quinta-feira (10), que “gangues de madeireiros” são responsáveis por iniciarem os incêndios nas terras indígenas do Maranhão.
“O padrão indica que os incêndios são intencionais, ao invés de focos naturais da temporada de seca. Também em outros lugares do Brasil, madeireiros iniciam incêndios para tentar forçar indígenas a deixarem suas terras”, diz o texto da organização.

Vestibular dos Povos Indígenas do Paraná


VESTIBULAR INDIGENA

Indígenas de nove estados estão entre os concorrentes.

Quatrocentos e noventa e cinco indígenas de diversas etnias do Paraná e de outros oito estados brasileiros participam nesta quinta (10) e sexta-feira (11) do Vestibular dos Povos Indígenas do Paraná.
O concurso é realizado no Centro de Estudos Sociais Aplicados (CESA), no campus da Universidade Estadual de Londrina (UEL), em duas etapas: nesta quinta-feira, os candidatos passam por prova oral de língua portuguesa. Na sexta-feira, a avaliação é objetiva, com 40 questões, além de redação. O vestibular específico para indígenas, criado por lei estadual em 2001, oferece seis vagas em cada uma das sete universidades do estado, além de dez vagas na Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Curitiba.
Desta vez, os indígenas são provenientes de reservas de todo o Paraná e dos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Bahia, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Amazonas.
Diferentemente de um concurso tradicional, no vestibular indígena o candidato escolhe apenas a universidade onde deseja estudar, e não o curso. A escolha da graduação é feita pelo aluno no ato da matrícula.

MPF investiga envenenamento de crianças indígenas em Mato Grosso

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Peixes envenenados foram deixados no portão de acesso à terra indígena Jarudore, ponto onde crianças da etnia bororo costumam aguardar pelos ônibus escolares. (Foto: Assessoria/PRMT-MPF)

O Ministério Público Federal (MPF) investigação tentativa de envenenamento de crianças indígenas da etnia bororo que vivem na terra de Jarudore, na região do município de Poxoréu (a 259 km de Cuiabá). A terra é objeto de disputa entre índios e posseiros há mais de cinquenta anos, com processo na Justiça Federal, relatos de ameaças e invasões de faixas de terras por ambas as partes.
Segundo o MPF, na última semana peixes envenenados foram deixados por uma pessoa ainda não identificada perto da porteira de acesso à terra indígena, em um ponto onde crianças da aldeia local costumam aguardar ônibus escolares. Nenhuma criança morreu ou chegou a se alimentar dos peixes, mas há relatos de que cinco cães da aldeia e alguns animais silvestres – como tatus e serpentes – morreram com suspeita de intoxicação após ter contato com os peixes.
O caso chegou ao conhecimento do MPF e foi detalhado por agentes da Fundação Nacional do Índio (Funai), que foram até a terra indígena de Jarudore, a cerca de 50 km do centro de Poxoréu. O local tem mais de 4,7 mil hectares tradicionalmente habitados por índios da etnia bororo, mas há mais de cinquenta anos tem sido ocupada ilegalmente também por posseiros que, segundo o MPF, perseguem os indígenas e são responsáveis pela situação de instabilidade crescente na área. O MPF defende que seja realizada uma operação de desintrusão.
Segundo o relato dos agentes da Funai, foram observadas dezenas de besouros e moscas mortas em contato com os peixes deixados na entrada da terra indígena.
As suspeitas de que o alimento envenenado foi deixado ali para atrair as crianças das aldeias também virou alerta para a Polícia Federal (PF), que foi até a área para realizar uma perícia ainda na noite de sexta-feira.
A suposta tentativa de envenenamento das crianças é considerada um ato hediondo e a PF já identificou alguns suspeitos de terem deixado o alimento envenenado com esse propósito. Para o procurador da República Paulo Taek, o caso evidencia a perseguição que vem sendo sofrida pelos bororo por parte dos invasores da terra.

Em Brasília, indígenas manifestam-se contra Matopiba, usinas hidrelétricas e a PEC 215

protesto 2

Cerca de 200 indígenas dos povos Munduruku, do Pará (PA), e Xerente, Krahô, Ava-Canoeiro, Kanela de Tocantins, Karajá de Xambioá e Apinajé, do Tocantins (TO), realizaram diversas manifestações ontem em Brasília. Entre cantos e rituais, munidos de várias faixas, os indígenas manifestaram-se nos Ministérios da Agricultura e de Minas e Energia e no Congresso Nacional. Dentre as pautas, a luta pela demarcação das terras indígenas e contra o projeto de expansão da fronteira agrícola Matopiba, contra a construção de usinas hidrelétricas em terras indígenas e contra a brutal Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 215.
Pela manhã, os indígenas dirigiram-se ao Ministério da Agricultura. Lá, a principal reivindicação era o repúdio ao Plano de Desenvolvimento Agropecuário (PDA) do Matopiba, que prevê a expansão da fronteira agrícola em áreas dos estados do Maranhão (MA), Piauí (PI), Bahia (BA) e do Tocantins (TO). Segundo dados da Embrapa, o Matopiba deve compreender 73 milhões de hectares dentro do bioma cerrado, numa delimitação territorial dentro da qual existem 28 terras indígenas, 42 unidades de conservação, 865 assentamentos e 34 quilombos.
O PDA Matopiba, que foi criado por meio do Decreto Presidencial nº 8447, de maio de 2015, preocupa os indígenas do Tocantins – estado sob influência política da Ministra da Agricultura, a ruralista Kátia Abreu, e proporcionalmente o mais atingido pelo projeto.
Uma semana atrás, povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais da região do cerrado assinaram uma carta aberta na qual afirmam que o PDA Matopiba vai impactar agressivamente o bioma Cerrado, além de desconsiderar e invisibilizar dezenas de povos que, há anos, buscam a regularização de suas terras, aumentando a grilagem e a violência física e psicológica já existentes contra as populações do Cerrado.

Assessoria de Comunicação do Cimi

 

TRANSPORTE SANITÁRIO INDÍGENA RESTABELECIDO NA BAHIA

Transporte Sesai

Após várias ações e manifestações de Caciques, presidentes de conselhos, conselheiros de saúde, entidades, políticos e lideranças indígenas da Bahia, foi restabelecido o transporte sanitário indígena da Bahia, com a entrega de 64 (sessenta e quatros) veículos para compor a frota do transporte sanitário indígena da DSEI da Bahia. Os veículos já foram entregues aos polos bases, depois da assinatura de um contrato emergencial, celebrado pelo ministério da Saúde e Secretaria Especial de Saúde Indígena em Brasília. O transporte sanitário indígena da Bahia, estava paralisada desde do início do ano. As ações para restabelecer o transporte, tiveram início no mês de março desse ano pelos povos, Pataxó, Pataxó Hã Hã Hãe, Tupinambá de Olivença, Kiriri, Kaimbé eTumbalalá. Houveram também algumas manifestações isoladas, por parte lideranças indígenas do movimento no estado e nos municípios, o que contribuiu efetivamente na conquista.

Tribo amazônica cria enciclopédia de medicina tradicional

 

xama-Matses-Cesar

Em uma das grandes tragédias da nossa era, tradições, histórias, culturas e conhecimentos indígenas estão desfalecendo em todo o mundo.  Línguas inteiras e mitologias estão desaparecendo e, em alguns casos, até mesmo grupos indígenas inteiros estão em processo de extinção.  Isto é o que chama a atenção para uma tribo na Amazônia – o povo Matsés do Brasil e do Peru –, que criou uma enciclopédia de 500 páginas para que sua medicina tradicional seja ainda mais notável.  A enciclopédia, compilada por cinco xamãs com a ajuda do grupo de conservação Acaté, detalha cada planta utilizada pelos Matsés como remédio para curar uma enorme variedade de doenças.

“A [Enciclopédia de Medicina Tradicional Matsés] marca a primeira vez que xamãs de uma tribo da Amazônia criaram uma transcrição total e completa de seu conhecimento medicinal, escrito em sua própria língua e com suas palavras”, disse Christopher Herndon, presidente e co-fundador da Acaté, em uma entrevista para o Mongabay (na íntegra abaixo).

Os Matsés imprimiram sua enciclopédia só em sua língua nativa para garantir que o conhecimento medicinal não seja roubado por empresas ou pesquisadores, como já aconteceu no passado. Em vez disso, a enciclopédia pretende ser um guia para a formação de jovens xamãs, para que eles possam obter o conhecimento dos xamãs que viveram antes deles.

“Um dos mais renomados e antigos curandeiros Matsés morreu antes de que seu conhecimento pudesse ser transmitido, então o momento era este. A Acaté e a liderança Matsés decidiram priorizar a enciclopédia antes de perder mais anciãos e seus conhecimentos ancestrais”, disse Herndon.

A Acaté também iniciou um programa para conectar os demais xamãs Matsés com jovens estudantes. Através deste programa de orientação, os indígenas esperam preservar seu modo de vida como o fizeram durante séculos.

 

Índios que vivem em reservas estão confinados, diz líder guarani-kaiowá

indios guarani kaiowa

Ao menos 390 indígenas foram assassinados entre 2003 e 2014 no Mato Grosso do Sul, segundo relatório do Cimi (Conselho Indigenista Missionário). O número de assassinatos é mais que a soma dos índios mortos em todo o resto do país no mesmo período (364). Para o antropólogo e professor Tonico Benites, no entanto, essa é apenas a face mais cruel da luta pela terra no Estado.

tonico benites antropologoPara Benites, as reservas criadas pelo governo são locais de “confinamento”. Guarani-kaiowá nascido na aldeia Sassoró, em Tacuru (MS) e pós-doutorando em antropologia pelo Museu Nacional da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), ele já foi ameaçado de morte quando fazia pesquisas na região e vê na expulsão dos índios de suas terras para essas áreas a raiz dos conflitos. A única solução, defende, é a devolução de parte do território do Estado para os indígenas.

Qual a situação dos povos indígenas no Mato Grosso do Sul?
Tonico Benites – O Mato Grosso do Sul tem a segunda maior população indígena do Brasil [em primeiro lugar vem o Amazonas]. São 77 mil indígenas, cerca de 47 mil apenas guarani kaiowá, concentrados no sul do Estado, na fronteira com o Paraguai. O principal problema é a disputa pela terra, que já é demandada há muito tempo. Frente à demora na regularização dos territórios, os indígenas reocuparam uma parte.

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Preconceito contra índios dá votos, diz ministro da Justiça, Eduardo Cardozo

indios brasilia

Um total de 13% do território brasileiro, duas vezes o Estado de Minas Gerais, está em poder da União para o uso das comunidades indígenas. Mas apenas 1,6% das terras demarcadas oficialmente fica fora da Amazônia Legal. É longe da floresta, em uma área total de apenas 18 mil km² em municípios do Centro-Oeste, Sul, Sudeste e Nordeste, que vive quase a metade da população indígena brasileira. Também é nesses locais que ocorrem a maioria dos conflitos e violações de direitos humanos no País. A expansão dos setores de grãos e pecuária atinge justamente esses territórios e seu entorno não demarcado.

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Índios lamentam tragédia em MG: ‘O rio Doce sabia que ia ser morto’

indios rio doce

Para os indígenas do povo krenak, o rio Doce era muito mais que fonte de água. Com a chegada da onda de lama de rejeitos da mineradora Samarco ao município de Resplendor, em Minas Gerais, na semana passada, as 126 famílias que vivem na aldeia, às margens do manancial, testemunharam a “morte” de um elemento fundamental da cultura das tribos.

“Muitos aí fora acham que o rio é só água e peixe, mas para nós era a fonte de sobrevivência e uma questão de cultura. Desde o início dos nossos antepassados, o rio Doce mantém nosso povo. É questão de religião, é sagrado. Mas agora ele está morto.” O desalento no relato do cacique Leomir Cecílio de Souza, 30, da tribo atorã, permeia os depoimentos de todos os integrantes do povo indígena ouvidos pela reportagem. “O rio era tudo para a gente. O que a Vale e a Samarco fizeram destruiu o povo krenak”, declara Potiara Félix, 32.

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