Iphan e OBEC Bahia realizam estudo no Território Indígena Wajãpi, no Amapá

Fotos: Oscar Liberal e Cristhiano Kolinski
Pesquisa procura contribuir para ações de salvaguarda e construção de subsídios que apoiem a continuidade e a proteção da Arte Kusiwa.
Entre os dias 18 e 25 de maio, a pesquisa “Patrimônio Cultural, Economia e Sustentabilidade” está realizando trabalho de campo no Território Indígena Wajãpi, no estado do Amapá. Desenvolvida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e pelo Observatório da Economia Criativa da Bahia (OBEC Bahia), a partir de um convênio com a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e a Universidade Federal da Bahia (UFBA), a pesquisa busca compreender as relações entre patrimônio cultural, sustentabilidade e dinâmicas econômicas associadas a 12 bens culturais brasileiros.
No Amapá, a investigação contempla a Arte Kusiwa – Pintura Corporal e Arte Gráfica Wajãpi. Reconhecida pelo Iphan como Patrimônio Cultural do Brasil e pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) como Patrimônio Imaterial da Humanidade, a Arte Kusiwa constitui um sistema de conhecimentos e narrativas articulados à cosmologia, ao território e ao modo de vida Wajãpi. A pesquisa procura contribuir para o fortalecimento das ações de salvaguarda e para a construção de subsídios que apoiem a continuidade e a proteção desse patrimônio cultural.
As atividades vêm sendo realizadas em diálogo com as organizações indígenas Conselho das Aldeias Wajãpi (APINA), a Associação Wajãpi Terra, Ambiente e Cultura (AWATAC), e o Instituto Iepé, entidade que atua como parceira do povo Wajãpi.
O trabalho de campo teve início no dia 18, com uma reunião de apresentação do plano de trabalho ao Conselho Deliberativo Menor da APINA. O encontro marcou o início das atividades presenciais da pesquisa no território, que segue até o dia 25 de maio.
Nos próximos dias, as atividades seguem com visitas a aldeias e entrevistas com caciques, chefes, pesquisadoras/es indígenas, artesãs/os e outras lideranças vinculadas à Arte Kusiwa. A proposta é compreender como os grafismos Wajãpi se relacionam com os modos de vida, as narrativas, os conhecimentos tradicionais, os processos de transmissão cultural, as formas de circulação externa dos grafismos e artesanatos e os desafios contemporâneos associados à salvaguarda do patrimônio cultural, especialmente no contexto das transformações tecnológicas.
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Assessoria de Comunicação Iphan – comunicacao@iphan.gov.br













