Artemisa em frente ao Congresso dos Estados Unidos — Foto: Divulgação

Uma das participantes mais entusiasmadas da Cúpula da Juventude pelo Clima – o evento que abre a Cúpula do Clima da Organização das Nações Unidas (ONU), realizada de 21 a 23 de setembro – é a brasileira Artemisa Barbosa Ribeiro, também conhecida como Artemisa Xakriabá.

Cúpula começa com discussão sobre papel dos jovens no futuro do planeta

“Meu entusiasmo é pelo que vim fazer aqui, que é lutar pela existência não só do meu povo, mas de todo mundo. Nova York é uma cidade bonita, que há até pouco tempo eu nem sabia que existia. O importante é estarmos aqui para unir forças. Nossas vozes têm de ser ouvidas”, diz a ativista de 19 anos.
O Brasil não foi selecionado para fazer pronunciamento durante a cúpula. Na quinta (19), a vice-secretária-geral da ONU, Amina Mohammed, somente foram escolhidos países com propostas mais ambiciosas e avanços na redução dos efeitos das mudanças climáticas. Para Artemisa, a exclusão do Brasil é mais uma prova de que o país, mais do que nunca, está aquém no que diz respeito ao meio ambiente.
“Afinal, de um modo geral, o Brasil sempre foi uma referência nas políticas ambientais, apesar nós, povos indígenas, termos nossas reflexões sobre essas políticas”, lembra Artemisa.