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População da reserva acusa coordenadora de oprimir trabalhadores indígenas

“Ela está oprimindo os irmãos índios, não queremos mais ela como coordenadora. Vamos ficar aqui por tempo indeterminado, queremos falar com ela e queremos que ela seja exonerada”, afirmou a imprensa a professora Keila Viana. A unidade fica na Avenida Joaquim Teixeira Alves, na região do Shopping Avenida Center.

“Ela está oprimindo os irmãos índios, não queremos mais ela como coordenadora. Vamos ficar aqui por tempo indeterminado, queremos falar com ela e queremos que ela seja exonerada”, afirmou a professora Keila Viana. A unidade fica na Avenida Joaquim Teixeira Alves, na região do Shopping Avenida Center.

Segundo ela, além da opressão contra os profissionais indígenas que trabalham para a Sesai, a coordenadora não resolve problemas básicos, como falta de insumos e medicamentos para os moradores e equipamentos para os trabalhadores. A situação é ainda mais grave devido à pandemia de covid-19, que já afetou quase mil moradores das aldeias.

Responsável por coordenar e executar a Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas, a Sesai é ligada ao Ministério da Saúde e possui 34 distritos especiais espalhados pelo País, responsáveis pelo atendimento de 760,3 mil índios de 6.238 aldeias.

A Reserva Indígena de Dourados tem pelo menos 18 mil moradores, formados por índios das etnias guarani-kaiowa e terena.

No início do ano, Sidneide Alves foi acusada de perseguir e demitir pelo menos 17 trabalhadores indígenas, entre eles a então coordenadora do polo-base, Indianara Kaiowa.

A Sesai ainda não se manifestou sobre o protesto de hoje em Dourados. A coordenadora não foi ao local. A professora Keila disse que os funcionários não estão sendo impedidos de trabalhar, mas os manifestantes vão permanecer no prédio até Sidneide ser exonerada.