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Depois de séculos de apagamento, o país teve em Sônia Guajajara a primeira mulher indígena a ocupar um ministério, e agora vê a continuidade desse caminho com quem esteve ao seu lado na construção dessa política.

Advogado indígena Luiz Eloy Terena, construiu sua trajetória na linha de frente da defesa dos direitos dos povos indígenas. Atuou na Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), teve papel estratégico no enfrentamento jurídico ao marco temporal no Supremo Tribunal Federal e esteve diretamente envolvido em algumas das mais importantes disputas recentes em defesa dos territórios indígenas no país. À frente da Secretaria-Executiva do Ministério dos Povos Indígenas, foi peça central na estruturação da pasta, no fortalecimento institucional e na articulação de políticas públicas voltadas à proteção territorial e aos direitos indígenas.
A própria ministra Sônia Guajajara já havia sinalizado essa transição, que não é apenas administrativa, é política, histórica e simbólica. A continuidade de uma liderança indígena no comando do ministério reafirma que a presença dos povos indígenas no Estado brasileiro não é exceção: é resultado de luta.

Eloy chega não apenas como nome, mas como parte de um processo coletivo, construído pelo movimento indígena, pelos territórios e por gerações que nunca deixaram de resistir.
A luta segue, agora também ocupando e transformando o poder.