Quando terreiro e aldeia se encontram, o Ubuntu e o Bem Viver se fortificam
Por Haroldo Heleno, Equipe Sul e Extremo Sul da Bahia, do Cimi Regional Leste
Ao som dos Tambores, balançar dos Maracás e as ancestralidades Bantu/Indígena passeando pelas Matas Sagradas do Terreiro do Campo Caxuté aconteceu entre os dias 08 a 11 de agosto de 2018 a 5ª Vivência Internacional da comunidade, com o tema: “A ancestralidade Bantu-indígena: na luta pelo Ubuntu e pelo Bem Viver”.
“A Comunidade de Terreiro do Campo Bantu-Indígena Caxuté, (re)existe a quase duas décadas e meia em Valença, no Baixo Sul da Bahia. E vem sendo construído há mais de duas décadas sob a liderança da sacerdotisa Afro, Mam´etu Kafurengá (Mãe Bárbara) inspirando-se no legado da Mam´etu Kasanji (Mãe Mira). A Comunidade Caxuté situa-se no povoado de Cajaíba (Valença – BA) e é banhada pelo Rio Graciosa, rodeada pelo manguezal, dendezeiros e pela biodiversidade que pulsa da Mata Atlântica. Assim a ndanji (raiz) Caxuté se “esparrama” pelo mundo através das raízes da frondosa Gameleira de Kitembu[i]. :: LEIA MAIS »
CANAVIEIRAS: Funcionários Público obrigados a Participar de Manifestação
Escolas e setores público, invadidos pela opressão
Professores da rede Estadual, Municipal e Servidores de Canavieiras estão sendo obrigados e participar de uma manifestação contra a RESEX de Canavieiras, em favor do agronegócio, e a destruição de áreas de preservação, a pedido do gestor Local. Segundo informações os servidores estão recebendo comunicados e convocações por meio das suas chefias imediatas ligadas ao prefeito em caráter obrigatório para comparecer em uma praça da cidade com o intuito de manifestar sua opinião obrigatoriamente contra a RESEX e a favor da criação de uma APA. Essa estratégia para mobilizar os funcionários foram tomadas em função do alto desgaste que vem sofrendo o prefeito, :: LEIA MAIS »
Medicina tradicional mostra eficácia no alívio da dor entre indígenas
A medicina tradicional indígena foi mais eficaz do que remédios convencionais no tratamento da dor entre membros das tribos do Vale do Javari, no oeste do Amazonas, É o que revela pesquisa realizada pela mestra em enfermagem Elaine Barbosa de Moraes, com apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do estado de São Paulo (Fapesp). A pesquisadora ouviu 45 índios das etnias marubo, canamari e matis, dos quais 80% recorreram à medicina tradicional indígena para o tratamento da dor e 64,5% confirmaram a eficácia desse método. Entre os 87,7% que usaram a medicina convencional, tomando o chamado “remédio de branco”, 22,2% disseram que o tratamento foi eficaz. :: LEIA MAIS »
Indígena relata vivência em contexto urbano
Por Thaís Ferrari
Entre tantas datas comemorativas e de conscientização, no dia 09 de agosto é comemorado o Dia Internacional dos Povos Indígenas, marco instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) para a Educação, a Ciência e a Cultura – UNESCO, no final de 1994, salientando a primeira reunião do Grupo de Trabalho da ONU sobre Populações Indígenas, realizada em Genebra, em 1982. Visto a relevância da data, conversamos com Hortência Lopes, 42, nome indígena: Nikita, que vive em contexto urbano em Valinhos, e luta pelos direitos e pela visibilidade e permanência da cultura dos povos indígenas na cidade. :: LEIA MAIS »
Equador: Índios declaram território como ‘ser vivo’ para evitar exploração
Ao garantir nossa terra, garantem nossas vidas, nossa forma de viver, nossa filosofia’, afirmou uma liderança
QUITO – Índios amazônicos do Equador declararam nesta quinta-feira como “selva viva” seu território com o objetivo de que o governo reconheça o local como um “ser vivo” com direitos. O objetivo da iniciativa é evitar a exploração de seus recursos e pedir novas medidas de conservação. Em uma cerimônia realizada em Quito, a capital, nativos kichwas de Sarayaku, a cerca de 200 km ao sudeste, lançaram esta proposta porque pretendem conservar de forma sustentável suas terras e a relação material e espiritual que têm com a selva. :: LEIA MAIS »
Papa recebe apoiadores de Lula e mãe de Marielle Franco
O Papa Francisco continua contrariando a lógica dos golpistas e da velha mídia brasileira. E desta vez será difícil de rotular de “fake news”. A jornalista Mônica Bergamo da Folha publicou uma longa matéria sobre a audiência ocorrida hoje (3) pela manhã no Vaticano com a mãe da vereadora Marielle Franco e apoiadores de Lula Livre
O Sumo Pontífice recebeu hoje uma comitiva era formada por Marinete Silva, mãe da vereadora Marielle Franco (PSoL-RJ), assassinada em março; a advogada Carol Proner, co-autora de um livro que critica a condenação do ex-presidente Lula, a pastora luterana Cibele Kuss e Paulo Sérgio Pinheiro, ex-ministro de Direitos Humanos e ex-coordenador da Comissão Nacional da Verdade. :: LEIA MAIS »
BA: Indígena participa de conselho do ICMBIO
Compondo o Conselho do Refúgio de Vida Silvestre de Una, e da Reserva Biológica de Una, do Instituto Chico Mendes – ICMBIO, o Cacique Valdenilson Oliveira, Tupinambá de Olivença da comunidade de Acuípe de Baixo, onde representa os povos indígenas, através da Associação dos Marisqueiros e Pescadores Indígenas Tupinambá de Acuípe de Baixo. Como conselheiro titular, o cacique Valdenilson, classificou como extremamente importante a sua participação naquele colegiado, acreditando puder contribuir efetivamente na defesa das unidades de conservações, colaborando assim com o meio ambiente, e mantendo as tradições de seu povo. “considero um reconhecimento a nossa indicação para tão valorosa instancia de controle social, entendendo que com nossos conhecimentos herdados dos nossos ancestrais, das boas práticas com as matas e rios, ajudaremos a conservar a natureza”, destacou o cacique Tupinambá.
Comissão articula para acelerar demarcação de terras dos tupinambá e krahô-kanela
O senador Hélio José ouve representantes dos índios durante a reunião da CDH
A Comissão de Direitos Humanos (CDH) irá solicitar formalmente e realizar gestões políticas buscando a conclusão da demarcação de terras reivindicadas pelos povos tupinambá, na Bahia, e krahô-kanela, em Tocantins. A informação foi dada pelo senador Hélio José (Pros-DF) nesta segunda-feira (9), durante audiência com representantes destes povos, da Funai (Fundação Nacional do Índio) e do Conselho Indigenista Missionário (Cimi). :: LEIA MAIS »
Educadora indígena funda aldeia para recuperar tradições
Professora indígena formada na USP funda a própria aldeia para recuperar tradições
Itamirim se dedica a trazer de volta hábitos culturais perdidos por tribo tupi-guarani em Peruíbe, no litoral paulista.
Por Isabela Madeira, Leticia Gomes e Yasmin Vilar (*)
Educadora indígena formada pela Universidade de São Paulo (USP), Miriam Lima dos Santos Oliveira, de 39 anos, se viu em uma situação incomum na aldeia Piaçaguera, onde vivia, em Peruíbe, no litoral paulista. Ela foi proibida pelo cacique, dentro da escola onde trabalhava, de dar aulas de cultura. Diante disso, resolveu fundar a própria aldeia, para recuperar os hábitos perdidos de sua etnia. Conhecida pelo seu nome indígena, Itamirim lembra que, com a proibição, acabou se demitindo. “Falei que ali não era meu lugar, não era meu espaço, porque eu não tinha me formado para aquilo”. Inconformada, se juntou a outras pessoas com o mesmo pensamento e fundou a aldeia Tabaçu Reko Ypy, também em Peruíbe. :: LEIA MAIS »
CIMI rebate na ONU afirmação do Brasil de que demarcações de terras indígenas estão avançando

Durante o ATL 2018, indígenas marcharam em Brasília em defesa de seus direitos originários. Foto: Guilherme Cavalli/Cimi
Representação do Brasil no Conselho de Direitos Humanos havia citado dados incompletos sobre demarcações de terras indígenas. Em resposta, Cimi denunciou a paralisação das demarcações e Parecer 001/2017 da AGU
Os direitos dos povos indígenas no Brasil – e os ataques do governo Temer contra esses direitos – foram trazidos à discussão durante a 38ª sessão regular do Conselho de Direitos Humanos da ONU, que acontece em Genebra, na Suíça. Nesta terça (2), o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) denunciou as graves consequências do Parecer 001/2017 da Advocacia-Geral da União (AGU) para os povos indígenas e contestou os dados apresentados pela representação do Brasil no Conselho, segundo a qual as demarcações têm avançado e os direitos indígenas são respeitados no país. :: LEIA MAIS »




















