:: jan/2016
A morte brutal de um índio em Belo Horizonte
Calçada onde morreu indígena
Um índio morreu na última sexta-feira num hospital de Belo Horizonte, em Minas Gerais, após ser espancado enquanto dormia em plena rua do centro da cidade. A vítima morreu sem etnia, sem nome e sem idade, pois outro morador de rua roubou sua sacola – e único pertence – enquanto ela agonizava. Três dias depois da sua morte, o falecido, assim como seu algoz, continua sem identidade. A Polícia Militar de Minas Gerais suspeita que pode se tratar de um crime de ódio e racismo. A agressão aconteceu por volta das duas da madrugada da sexta-feira. O índio estava deitado na calçada da 21 de Abril, uma rua comercial onde era visto há vários anos, até que um brutal chute na cabeça o surpreendeu. Não teve nem oportunidade de reagir, pois o homem que o abordou pisou sua cabeça com força e compulsivamente pelo menos 15 vezes. O índio permaneceu imóvel durante toda a agressão, que foi gravada por uma câmara de segurança. Em apenas um minuto, o desconhecido esmagou sua cabeça. O agressor que, segundo a polícia era branco de uns 25 anos e vestia bermuda, mochila e boné, apenas se detém uns segundos quando um carro passa na frente dos dois. Ele disfarça do lado da vitima mas continua a selvageria enquanto as luzes do veículo desaparecem. O índio agonizou largado na rua durante cerca de cinco horas, quando alguém alertou a Polícia Militar. Ele foi levado ao hospital com o crânio afundado e passou o dia respirando com ajuda de aparelhos, mas morreu pouco depois do pôr do sol. Ele foi recordado pelos comerciantes que o conheciam de vista como alguém educado e pacífico e descrito por um policial à imprensa local como alguém com problemas de alcoolismo mas que sempre andava dançando e sorrindo.
Integração indígena marca êxito do governo da Bolívia, diz Linera
Com a criação do Estado Plurinacional os indígenas foram integrados à política e passaram a entrar “pela porta grande”, afirmou o vice-presidente, Álvaro García Linera
O vice-presidente da Bolívia, Álvaro García Linera, falou neste domingo (17) em rede nacional de TV sobre os êxitos do governo e do processo Revolucionário Democrático e Cultural desenvolvido no país nos últimos anos. Segundo ele, a integração dos povos indígenas à politica e a nacionalização dos hidrocarbonetos são duas grandes marcas deste período. “Os indígenas entraram na politica pela porta grande, são o poder, há que melhorar, é obvio, ainda falta maior participação dos indígenas das terras baixas, o empoderamento aconteceu fundamentalmente nos das terras altas, os aymaras e quechuas”, explicou.
Para Linera, o empoderamento indígena obtido na última década é uma vitória, mas ainda há muito por avançar nos municípios menores e mais distantes da capital, La Paz. Segundo ele o horizonte plurinacional é baseado em três pilares: igualdade dos povos, reconhecimento dos povos indígenas originários e economia plural e autonomia.
Linera afirmou ainda que depois da integração dos povos indígenas, a nacionalização do hidrocarboneto foi uma grande conquista boliviana, assim como a consolidação do país internacionalmente e a vitória na corte internacional de Haya pelo direito à saída soberana para o mar.
“Somos a revolução descolonizadora mais importante do século 21, similar à descolonização que aconteceu na África do Sul nos tempos de Nelson Mandela, só que lá esta revolução custou 80 mil mortos e na Bolívia custou enfrentamento, o fizemos com democracia, o que eu qualifico como a via democrática para o socialismo”.
Do Portal Vermelho, com Prensa Latina
Governo Macri persegue e prende parlamentar indígena Milagro Sala
Governo Macri persegue e prende parlamentar indígena Milagro Sala – Portal Vermelho Milagro é uma dirigente histórica argentina e recentemente foi eleita para ocupar uma cadeira no Parlasul.
Uma indígena de 38 anos deu à luz a um menino depois de ser resgatada em trabalho de parto da Aldeia Tomásia, localizada a 130 quilômetros de Bonito, que está ilhada pela cheia do rio Aquidabã. A Polícia Militar Ambiental (PMA) prestou socorro com um barco. De acordo com a PMA, o rio encobriu a única ponte que dá acesso à aldeia. O resgate precisou ser feito com uma embarcação. Os policiais continuam nas áreas inundadas prestando apoio à população e também realizando o monitoramento dos cardumes e fiscalização durante o período de piracema.
A parlamentar indígena do Parlasul, Milagro Sala, reconhecida líder indígena da comunidade Tupac Amaru, sofreu uma emboscada no último sábado (16) quando cerca de 40 oficiais da polícia invadiam sua casa e a levaram presa. A bancada progressista do Parlasul emitiu uma nota de repúdio à repressão do governo do presidente Maurício Macri e do governador do departamento de Juyjuy, Gerardo Morales. A detenção arbitrária de Milagro representa a perseguição e a opressão do governo Macri contra os povos indígenas e os movimentos sociais da Argentina e causou comoção em todo o país. Os membros da comunidade Tupac Amaru montaram um acampamento em frente ao palácio do governo de Juyjuy para pressionar o governador a libertar quem eles qualificam como um símbolo de “luta, solidariedade e defesa de direitos”. Em nota, a bancada progressista do Parlasul afirma: “A parlamentar Milagro Sala foi eleita pelo povo argentino para integrar o Parlamento do Mercosul e é uma líder histórica do movimento popular Tupac Amaru. Sua detenção é o marco da repressão contra os movimentos sociais levada a cabo pelo governador Gerardo Morales”.
Diferente do Brasil, a Argentina e o Paraguai são os únicos dois países do Mercosul onde existe eleições diretas para o Parlasul. Ou seja, além de votar para eleger deputados e senadores para as Câmaras Altas nacionais, a população também tem o direito de escolher seus representantes para o organismo internacional.
Do Portal Vermelho
Deputado federal visita Paranatinga para ouvir população indígena
O deputado federal Valtenir Pereira (PMB/MT) esteve no município de Paranatinga no último fim de semana para ouvir a população indígena. A agenda faz parte do roteiro de trabalho do parlamentar durante o período de férias do Congresso Nacional. A visita iniciou nas aldeias Arimatéia e Batovi, aonde foi homenageado pelo cacique Everaldo com duas gravatas que significam liderança, homem guerreiro, firmeza e resistência. De lá, o parlamentar reuniu-se com a primeira-dama e secretária de saúde, Lindineide Belém de Freitas, no Centro Integrado de Atenção à Saúde Irmã Teodora. A pauta era melhorias e investimentos para a saúde do município e para o Centro. Por último, encontrou com vereadores para falar das necessidades de Paranatinga. O Deputado esteve acompanhado do vereador Wellyngton Barros e dos coordenadores do Distrito de Saúde Indígena de Cuiabá, Aldi Gomes, e de Barra do Garças, Joel Góes.
Homem confessa assassinato do bebê indígena por “influência de espíritos”
Crianças seguram cartazes contra racismo durante ato na Casa de Passagem Indígena, em Curitiba (PR), contra a morte do menino indígena Vitor Pinto
Matheus de Ávila Silveira, 23, suspeito de assassinar o menino Kaingang Vitor Pinto, de dois anos, nos arredores da rodoviária de Imbituba (SC), confessou o crime nesta terça-feira (13). Ele assumiu a autoria do esfaqueamento durante o terceiro interrogatório a que foi submetido, na tarde de ontem, após 12 dias do cumprimento da prisão temporária. Nos dois interrogatórios anteriores, ele negou a autoria do crime. O delegado da Polícia Civil de Imbituba, Raphael Giordani, mostrou-lhe os vídeos que captaram sua chegada ao local do crime e o momento em que efetivamente matou a criança, o investigado confirmou ser ele o homem das imagens. Também admitiu que roupas e acessórios apreendidos em sua casa no dia 31 de dezembro, quando foi apontado como suspeito, também eram dele. Neste mesmo dia, Silveira foi acompanhado por policiais civis e militares até sua casa. Os pais do jovem autorizaram a entrada das autoridades para investigação, e lá foram encontrados calçado, bermuda e luvas semelhantes ao do homem que aparece no vídeo. Naquele mesmo dia, o delegado Rogério Taques, que trabalhava pela Operação Veraneio, decretou sua prisão temporária.
“O preconceito aumenta a violência contra índios”, diz presidente da Funai
Povos indígenas da Bahia em visita ao presidente Funai
Há seis meses, o amazonense João Pedro Gonçalves assumiu a Funai (Fundação Nacional do Índio) e se familiarizou com uma lógica curiosa: as pressões ao órgão aumentam na medida em que o seu orçamento diminui. Em 2016, por exemplo, a Funai terá o menor orçamento em quatro anos. Para complicar ainda mais a tarefa, 2015 registrou o assassinato de diversas lideranças indígenas e terminou com o assassinato brutal de um menino indígena de dois anos de idade, degolado em Santa Catarina enquanto era amamentado pela mãe.
Gonçalves, 62, foi servidor público do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) e senador pelo PT-AM, como suplente do ex-senador Alfredo Nascimento (PR) entre 2007 e 2011.
Em entrevista ao UOL, Gonçalves diz que parte da violência contra os indígenas no Brasil é fruto do que ele classifica como “preconceito”, mas nega que o país viva um “genocídio”, como alegam algumas ONGs (organizações não governamentais). Gonçalves também critica a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Funai na Câmara dos Deputados que, segundo ele, faz parte de uma estratégia para enfraquecer o órgão e para aprovar a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) 215, que dará poderes ao Congresso Nacional para a demarcação e regularização de terras indígenas. A PEC é criticada por Gonçalves e ONGs que temem a influência da bancada ruralista no tema. “É o setor mais atrasado do Congresso”, diz sobre ferindo-se aos ruralistas.
Aldeias de MT devem ser visitadas para registro de nascimento de índio
O Instituto Ação Bahia, realiza o Sac Móvel Indígena nas aldeias do estado baiano
Aldeias indígenas localizadas em nove municípios mato-grossenses devem ser visitados por técnicos da Secretaria Nacional de Direitos Humanos e Secretaria Estadual de Trabalho e Assistência Social (Setas) para o registro civil dos indígenas que ainda não têm certidão de nascimento.
No país, pelo menos um terço das crianças indígenas de até 10 anos, não possuíam nenhum registro de nascimento, segundo o Censo Demográfico realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010.
Por meio de nota, a Fundação Nacional do Índio (Funai) explicou que a documentação básica, como o registro de nascimento, não é obrigatório para os índios. O órgão alegou ainda que tem buscado o acesso à documentação de indígenas e que dificuldades, como a chegada até as comunidades e o preconceito no atendimento ao indígena durante o registro, atrapalham.
Índio morre após ser atropelado na PB-041, no Litoral Norte da Paraíba
Um índio, de 37 anos, morreu após ter sido atropelado na noite da segunda-feira (11) na PB-041, entre as cidades de Marcação e Baía da Traição, no Litoral Norte paraibano. De acordo com as informações da 2ª Companhia de Polícia Militar de Mamanguape, pela forma como o corpo do homem foi encontrado, ele teria sido atropelado por um veículo de grande porte.
O caso foi registrado por volta das 20h30 (horário local). A polícia foi chamada ao local após moradores da região encontrarem o corpo, mas ninguém soube dizer como aconteceu o acidente. De acordo com a PM, o local não tem iluminação e a suspeita é de que o índio andava pela via quando foi atingido.
Ainda segundo a polícia, o local foi isolado para perícia e em seguida o corpo foi encaminhado para a Gerência Executiva de Medicina e Odontologia Legal de João Pessoa (Gemol). Até as 9h (horário local) desta terça-feira (12), ainda não havia informações sobre a pessoa que teria atropelado a vítima.
‘Acabou com o meu mundo’, diz índio pai de bebê esfaqueado no litoral de SC
Índios fazem manifestação contra morte de criança de 2 anos em Santa Catarina
O artesão indígena Arcelino Pinto, 42, não entendeu direito o que havia ouvido na TV por volta do meio-dia do último dia 30 de dezembro, em Imbituba, cidade no litoral de Santa Catarina.
Era uma reportagem sobre o assassinato de uma criança indígena na rodoviária da cidade, onde ele e vários índios caingangues acampavam havia duas semanas. Só depois Arcelino entendeu que a criança era seu filho Vitor, de dois anos. “Passou no jornal das 12h e eu fiquei em dúvida”, diz. “Quando cheguei lá na rodoviária, minha mulher não estava. Eu disse: ‘aconteceu alguma coisa’. Fui à delegacia e ela estava lá. De longe, falei: ‘e o nenê?’ Ela respondeu: ‘esfaquearam’. Acabou com o meu mundo.” Arcelino e o grupo costumam acampar na rodoviária, aonde foram vender o artesanato produzido por sua aldeia, a Condá, a 14 km de Chapecó (SC).
Naquele dia, ele saiu para trabalhar às 7h com dois de seus filhos. Vitor ficou na rodoviária com a mãe, Sônia. Por volta das 11h40, a criança brincava sob uma árvore, quando um rapaz se aproximou, acariciou seu rosto e o degolou com um instrumento cortante –provavelmente um estilete, segundo o delegado Rafael Giordani, que investiga o caso. Mais informações clique abaixo: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2016/01/1728480-acabou-com-o-meu-mundo-diz-indio-pai-de-bebe-esfaqueado-no-litoral-de-sc.shtml
AM tem 16 grupos de índios isolados, aponta levantamento da Funai
Alguns grupos isolados fizeram contato no passado e em 2015.
O Amazonas tem 16 grupos de índios isolados na região do Vale do Javari, que fica no extremo oeste do Amazonas e na fronteira com o Peru. Em 2014, dois grupos fizeram os primeiros contatos. A região tem sido palco de conflitos de povos indígenas de etnias distintas. Há um ano, um confronto resultou em mortes de índios. O inquérito que investiga o caso não foi concluído.
A Terra Indígena do Vale do Javari, no estado do Amazonas, possui área de 8,4 milhões de hectares. A Fundação Nacional do Índio (Funai) estima a existência de cerca de 4,5 mil índios de contato permanente e dois grupos de recente contato na região.
Outros 16 grupos de índios, que são considerados isolados, também habitam a área. Entretanto, a Funai não tem levantamentos populacionais sobre os povos indígenas isolado. O órgão justifica que, por se tratar de grupos em situação de isolamento, não se tem dados sobre afiliação linguística e também sobre o número dessas populações.
Em setembro do ano passado, um casal e quatro crianças do povo indígena isolado korubo fez contato com uma tribo kanamari no Rio Itaquaí, na Terra Indígena Vale do Javari, no município de Atalaia do Norte, no Amazonas. O grupo chegou a ser levado para uma base de proteção da região. Há quase 20 anos, os korubos não estabeleciam contato, de acordo com a Funai. Outro grupo do povo korubo, composto por 16 pessoas, foi contatado em 1996 pela Fundação. Na época, a instituição concluiu que havia necessidade de estabelecer contato.
A Funai estabeleceu o contato com ajuda de índios matis com um grupo korubo isolado em setembro de 2015. Segundo a Funai, o Coordenador da Frente de Proteção Etnoambiental foi informado do contato de 10 indígenas Korubo, provocado por indivíduos Matis nos arredores da aldeia Tawaya, às margens do Rio Branco. Um Plano de Contingência para Situações de Contato foi executado e uma equipe foi deslocada à região. Em outubro, outro contato com grupo korubo, de onze pessoas foi feito. O segundo grupo foi levado ao mesmo acampamento onde se encontravam os demais índios do korubo.





















