:: ‘Notícias’
Natureza histórica e cultural indígena é retratada em exposição
A mostra “Índios: Os Primerios Brasileiros” fica em cartaz até dezembro, no Museu de Arqueologia e Etnologia
foto: Bruno Pacheco de Oliveira
índias Tupinambá da Aldeia de Serra do Padeiro no Sul da Bahia
Após temporada no Recife, em Fortaleza, no Rio de Janeiro, em Natal e na Argentina, a exposição “Índios: Os Primeiros Brasileiros” chega a Salvador com a proposta de levar o visitante a um passeio pela história do Brasil, mas com o viés cultural indígena. A mostra fica em cartaz de 2 de julho a 29 de dezembro, no Museu de Arqueologia e Etnologia, com ingressos a R$ 10 e visitação de segunda a sexta, das 9h às 17h.
A exposição foi focalizada, em especial, na região Nordeste e está integrada por quatro espaços distintos: o primeiro encontro, o mundo colonial (a história que se pode ler nos livros e documentos); o mundo indígena (uma outra narrativa); e o Brasil contemporâneo (com suas lutas e desafios).
Genocídio Indígena – Papa recebe denúncias de violências contra povos indígenas
Carta entregue pelo presidente do Cimi dom Roque Paloschi, critica construção de hidroelétricas e avanço do agronegócio
“Vivemos no Brasil uma situação desesperadora diante do sofrimento dos nossos primeiros habitantes”, afirma dom Roque em sua carta / Serviço Fotográfico do Vaticano
O presidente do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e arcebispo de Porto Velho, dom Roque Paloschi entregou ao Papa Francisco o Relatório de Violência contra os Povos Indígenas de 2014, nesta quarta-feira (29), no Vaticano. Ele também entregou uma carta ao pontífice com críticas a construção de hidroelétricas e o avanço do agronegócio e da mineração no país.
“Vivemos no Brasil uma situação desesperadora diante do sofrimento dos nossos primeiros habitantes”, afirma dom Roque em sua carta, que lembrou como as grandes obras de construção de hidroelétricas e o avanço do agronegócio e da mineração são nocivos aos povos indígenas.
O presidente do Cimi também enfatizou o caso dos……
Funai recorre de decisão judicial e índios continuam na Transamazônica
Funai recorreu de decisão judicial que pediu desocupação da rodovia.
A interdição completa três dias, nesta quinta-feira, 30
Os índios da etnia Juruna permanecem bloqueando a rodovia Transamazônica, em Altmira, sudoeste do Pará, após pedido de recurso da Fundação Nacional do índio (Funai) contra a decisão judicial para desocupação. A interdição completa três dias, nesta quinta-feira (30).
Os índios reivindicam as obras de compensação nas aldeias pela Norte Energia, responsável pelas obras de Belo Monte. Os manifestantes só autorizam a passagem de carros particulares pela rodovia. A Justiça Federal concedeu, na quarta-feira (29), liminar a empresa que ingressou com uma ação pedindo a desocupação da via.
A empresa argumentou que as obras da usina foram prejudicadas pelo bloqueio. Os índios foram notificados da decisão por um oficial de justiça no final da manhã desta quarta-feira, mas informaram que ainda não tiveram nenhuma resposta oficial por parte da empresa Norte Energia.
Índios pedem atenção para ingresso irregular em terras Munduruku
Indígenas enviaram carta pedindo intervenção da Funai e do MPF.
Eles afirmam que muitos entram em seus territórios sem autorização.
Lideranças de 33 aldeias dos rios Tapajós, Cururu, rio das Tropas, Kajeredi, Kabitu e Anipedi solicitaram, por meio de uma carta, a intervenção da Funai e do Ministério Público Federal, sobre atividades de pesquisa que estariam sendo realizadas nos territórios dos povos sem a devida autorização.
A carta foi elaborada durante uma oficina de formação de mulheres Munduruku na aldeia Jacaré Velho, no período de 20 a 22 de junho. Na ocasião, eles discutiram sobre as ameaças ao povo. O G1 teve acesso a carta, e em um trecho os indígenas afirmam que sabem que muitos pariwat (não índio) querem o que é deles. “Alguns querem nossa floresta pra tirar madeira, outros querem derrubar a mata pra colocar monocultura de soja, monocultura de gado. Alguns querem o que tem debaixo de nossas terras: ouro, diamantes e os outros minerais para vender para estrangeiros. Alguns querem os nossos rios para represar, e depois fazer hidrovia pra carregar sojas e minérios. Alguns querem às….. :: LEIA MAIS »
Regras mais rígidas podem deixar índios sem votar
Nas eleições deste ano, os índios que não possuírem documento oficial com foto, não poderão votar em seus candidatos.
Com cobrança mais rígidas do que determina a legislação, não serão mais aceitos o Rani (Registro Administrativo de Nascimento Indígena) ou carteira da Funai (Fundação Nacional do Índio) no ato da votação.
Em anos anteriores, a medida já estava em vigor. No entanto, a Justiça Eleitoral ainda permitia que os índios que não possuíssem os documentos oficiais, usassem outras estratégias como os documentos citados, no ato da votação, o que não vai acontecer este ano.
Só poderão votar aqueles que apresentarem…… :: LEIA MAIS »
Governo lança Atlas Digital com conteúdo sobre indígenas
O caderno conta com dados do Censo de 2010, que constatou que, de uma população de 899,9 mil indígenas existentes em todo o país, 517,4 mil (57,8%) viviam em terras indígenas oficialmente reconhecidas. A maioria destes está nas regiões Norte e Centro-Oeste. Roraima é o estado brasileiro que detém o maior percentual de indígenas em terras demarcadas (83,2%) e o Rio de Janeiro, o menor, com apenas 2,8% do total
Outros 298,871 mil indígenas (33,3%) moravam em áreas urbanas, principalmente nos grandes centros. Cerca de 80,663 mil (8,9%) habitavam áreas rurais, aí incluídas terras indígenas não reconhecidas pela Fundação Nacional do Índio (Funai). :: LEIA MAIS »
Deputados matam língua indígena
Por José Ribamar Bessa Freire.

Exigir que índios falem o português é desconhecer o direito de antiguidade das populações indígenas
– É justo perguntar: não é, realmente, de uma estupidez revoltante o sistema que seguimos de obrigar esses pobres homens a falar o português, sem o auxílio de um intérprete? Não é muito mais razoável que primeiro a aprendêssemos nós, para depois, e com vagar, ensinarmos a eles a nossa língua? (Couto de Magalhães: Viagem ao rio Araguaia, 1863)
Couto de Magalhães, poucos anos antes de ser presidente da província de Mato Grosso, no séc. XIX, previu…… :: LEIA MAIS »
Indígenas e estudantes protestam antes da chegada da tocha em Dourados
O fogo olímpico chegou com atraso em Dourados. Depois de passar por Itaporã, onde manifestantes Indígenas e estudantes protestaram com a palavra de ordem “Fora Temer”.
Além dos protestos dos indígenas e estudantes da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) e partidários da presidente afastada Dilma Roussef, contrários ao governo interino de Michel Temer, engrossaram o coro dos manifestantes.
O início da chegada da tocha em Dourados estava programado para às 16 horas. Apesar do Comitê Rio 2016, responsável pela organização do evento, afirmar que o horário de início do trajeto estava programado para às 17h. No entanto, pequenos atrasos ocorridos em Maracaju e Itaporã protelou o início da chegada à cidade. O trajeto da tocha teve início somente por volta das 17h40.
Indígena Terena pede que fogo olímpico propicie igualdade entre os povos
Carlos Terena tem um vínculo estreito com o esporte e revela ser eclético em relação às diversas modalidades
Durante o percurso da tocha olímpica por Campo Grande neste sábado (25), 12 membros da etnia indígena Terena participaram do revezamento. Um deles, em especial, possui um vínculo muito forte com o esporte.
Trata-se de Carlos Terena, um homem de 60 anos que ficou marcado na história do esporte indígena, por ser o coordenador-geral dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas (JMPI), que teve sua primeira edição em Palmas, no ano de 2015. “Foi uma honra muito grande ser um dos precursores daqueles jogos. Sou um apaixonado pelo esporte”, afirma.
Pelo seu envolvimento com o esporte, ele foi credenciado a carregar o símbolo olímpico por 200 metros na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Segundo Carlos Terena, a sensação de praticar o ato foi inesquecível. “Tenho orgulho de…. :: LEIA MAIS »
Índios dão seu ‘jeito’ em conjunto habitacional
Famílias trabalham fora e sonham em voltar à Aldeia Maracanã, prédio de onde foram retirados para virar um centro cultural, mas que está sem obra até hoje
“Na Aldeia Maracanã era uma troca de conhecimentos. Lá, tínhamos uma oca, uma horta, havia um contato com a terra. Estudantes iam pra lá aprender mais sobre a cultura indígena, recebíamos índios de diversas partes do Brasil e agora não temos mais nada disso”, desabafa a índia Niara do Sol, de 66 anos.
Com a perda da Aldeia Maracanã, os índios não possuem mais espaço para plantar, cantar e produzir artesanato, que também era vendido no local. Muitos não conseguem trabalho e, mesmo com as dificuldades, tentam “dar um jeito” para pagar as contas no fim do mês.
“Eu dou palestras em escolas e universidades. Minha esposa e minhas duas filhas trabalham fora. As famílias não recebem ajuda de custo”, conta o cacique Carlos Tukano.
Em meio às dificuldades, tem gente que ainda produz artesanato, mas devido à falta de ponto estratégico, a venda foi prejudicada. Outros colocam em prática técnicas de massagem, produção de óleos, e desenvolvem outras atividades para tentar arcar com as contas de luz, gás encanado e condomínio, além do gasto com comida e serviços. :: LEIA MAIS »


















