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:: ‘Notícias’

Amzônia – Em terra de índio, a mineração bate à porta

Órgãos federais têm posição oposta sobre a validade de registrar processos minerários em território indígena

*Caco Bressane

terra indigena mineral                                                                                                                                                                                                                      Yanomami chegam a ter 92% das pessoas contaminadas por mercúrio / Marcos Wesley/ISA

Atualmente, mesmo antes de qualquer regulamentação que trate especificamente da mineração em terras indígenas, um quarto delas registra processos minerários no Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), autarquia ligada ao Ministério de Minas e Energia (MME), responsável pelas atividades mineradoras do país.

Levantamento da Pública com base em dados do Instituto Socioambiental (ISA) e do DNPM mostra que a mineração, uma atividade que sobrevive do proveito da terra, sobretudo a inexplorada, está cada vez mais atraída pelos territórios indígenas do Brasil. Na Amazônia Legal, por exemplo, região que engloba nove estados, um terço das áreas indígenas tem processos desse tipo, que vão do desejo de explorar ouro, diamante e…… :: LEIA MAIS »

Tragédia anunciada: ONU ‘previu’ mortes indígenas em MS há três meses

BABAU E EMBAXADORA DA ONU

Relatora especial da ONU  Victoria Tauli-Corpuz com o Cacique Babau do sul da Bahia em março

Após reuniões com mais de 50 povos indígenas brasileiros, em março deste ano, a relatora especial das Nações Unidas sobre direitos das populações indígenas, Victoria Tauli-Corpuz, alertou o governo sobre um “risco potencial de efeitos etnocidas (sobre indígenas) que não pode ser desconsiderado nem subestimado”.

“Considero extremamente alarmante que uma série desses ataques, que envolveram tiroteios e feriram populações indígenas em comunidades do Mato Grosso do Sul, tenham ocorrido após minhas visitas a essas áreas”, disse a especialista após a viagem de 11 dias pelo país.

Na época, ela convocou o “governo a pôr um fim a essas violações de direitos humanos, bem como investigar e submeter os mandantes e autores desses atos à Justiça”.

Na última semana, quase três meses depois da visita oficial da relatora, um ataque violento a comunidades indígenas na….. :: LEIA MAIS »

Para observadora da ONU, conflito com índios em MS revela ódio étnico

bandeira do brasil                                                   Bandeira do Brasil manchada de tinta vermelha foi içada em velório. (Foto: Hélio de Feitas)

O cenário de conflito por terra entre índios e fazendeiros em Mato Grosso do Sul, cujo episódio mais recente é a “Guerra de Caarapó”, tem o ódio étnico como um dos protagonistas. A análise é da advogada Sâmia Roges Jordy Barbiere, observadora da ONU (Organizações das Nações Unidas) para questões indígenas há 10 anos.

“Esse ódio étnico é absurdo. Vergonha da nossa própria face. E é muito forte isso aqui para a gente. As pessoas têm uma discriminação absurda. Como se não gostasse da sua própria face. O ódio étnico se dá quando odiamos o que não conhecemos e simplesmente excluímos. Isso vem desde a colonização, que não reconheceu o direito consuetudinário, ou costumeiro dos habitantes que viviam originariamente no Brasil: os índios”, afirma.

De acordo com Sâmia, que presidiu por seis anos comissão da OAB/MS (Ordem dos Advogados do Brasil) sobre a questão indígena…

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Índios Munduruku interditam acesso à área Sawré Muybu, no Pará

Munduruku Indian warriors prepare themselves as they approach a wildcat gold mine during a search for illegal mines and miners in their territory near the Das Tropas river, a major tributary of the Tapajos and Amazon rivers in western Para state January 17, 2014. The Munduruku tribe has seen their land encroached on by wildcat miners in search of gold, and the tribe's leaders travelled to the capital Brasilia last year to demand the federal government remove non-indigenous miners from their territory. Rather than wait for a court decision to start the process - which could take years - the Munduruku decided to take matters into their own hands and expel the wildcat miners. Picture taken January 17, 2014. REUTERS/Lunae Parracho (BRAZIL - Tags: ENVIRONMENT POLITICS) ATTENTION EDITORS: PICTURE 24 OF 26 FOR PACKAGE 'MAN HUNT FOR WILDCAT GOLD MINERS' TO FIND ALL IMAGES SEARCH 'MUNDURUKU' - RTX18Z1F

Índios Munduruku resolveram, por conta própria, sinalizar os limites da Terra Indígena Sawré Muybu, no município de Itaituba, no Pará. O uso da área pelos Munduruku foi reconhecida pela Funai no último dia 19 de abril. A previsão é que nas próximas duas semanas, o grupo percorra a região para encerrar a instalação de cerca de 50 placas. A sinalização informa que a área é protegida e o acesso interditado a pessoas estranhas.                                                                                                                                                         Ativistas ambientais auxiliam os índios nesse trabalho. Tika Minami, do Greenpeace, defende a autodemarcação. A usina de São Luiz do Tapajós tem um reservatório planejado de 729 quilômetros quadrados. Os índios afirmam que se construído esse reservatório vai inundar pelo menos 400 quilômetros quadrados de floresta, invadindo a área Sawré Muybu. Questionada sobre a legalidade da instalação destas placas, a Funai respondeu apenas que o procedimento de demarcação está em fase de contraditório administrativo, ou seja, está dentro do período de 90 dias em que os interessados podem contestar os estudos da fundação. Depois dessa fase, o processo é encaminhado para o procedimento de declaração de limites, a cargo do Ministro da Justiça; e demarcação física, por conta da Funai.

Indígena ferido em conflito faz nova cirurgia; 4 seguem internados em MS

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Comunidade indígena em Boa Vista celebra a passagem da tocha Olímpica Rio 2016

tocha atrad

Quando o paraquedista Luigi Cani pousou com a tocha Olímpica na Comunidade Indígena Campo Alegre, zona rural de Boa Vista, Roraima, na tarde deste sábado (18), foi recepcionado por guerreiros e arqueiros, como manda a tradição em momentos de festa. Ele passou a chama Olímpica para a líder local Lourdes dos Santos Sampaio, que vestida de seus trajes típicos, era cercada por outros índios que faziam a parixara, dança da celebração das colheitas e das caças. de, se destaca pela força do seu trabalho na área da agricultura comunitária e culinária indígena. “Aqui, trabalhamos em parceria com os parentes na roça, fazemos nossa própria farinha e preparamos nossos pratos típicos há várias gerações. Tudo para manter nossa cultura”, ensina.

Contra o preconceito, pelos indígenas: arqueiro conduz tocha no Amazonas

tocha contrao preconceito

A tocha olímpica chega ao Amazonas na manhã deste domingo, e cerca de 200 condutores foram escalados para o revezamento, que passa por Manaus (19), Iranduba e Presidente Figueiredo (20) nos próximos dias. Para a missão de carregar a chama, atletas, ex-atletas e grandes personagens locais foram escolhidos. Um deles é Gustavo Santos, jovem de origem indígena que se tornou um dos grandes talentos do tiro com arco na região Norte. Nascido e criado no Amazonas, ele é da tribo Karanpãna e foi batizado com o nome indígena YwYtu, que significa vento. Com 19 anos, o amazonense se dedica há dois anos exclusivamente ao tiro com arco. Hoje, consagrado na modalidade, faz história – ao lado de outros atletas locais – ao manter o nome do estado entre os melhores do cenário nacional. Com o histórico recente de conquistas, foi convidado para conduzir a tocha durante a passagem pelo Teatro Amazonas – uma das paradas mais importantes no circuito pela capital amazonense. :: LEIA MAIS »

Crime ambiental – Tupinambá Exigem o Fechamento do Areal Bela Vista

AREAL TUCUM                              *Blog do Gusmão

Vídeo publicado quinta-feira (16) no site Racismo Ambiental registra depoimentos dos tupinambás que exigem o fechamento imediato do Areal Bela Vista, perto de Olivença, na zona sul de Ilhéus. A empresa funciona com a autorização da prefeitura.

O documentário mostra imagens aéreas do território desmatado para a extração da areia. De acordo com os índios, que reivindicam a demarcação da área reconhecida como indígena pela Funai, as nascentes dos rios Ipanema e Sirihiba são afetadas pelo desmatamento na região. Segundo eles, comunidades já sofrem com a escassez e a poluição da água. Também lamentam os prejuízos para a coleta da piaçaba e a fuga de animais silvestres.

Cimi – Juventude tupinambá se mobiliza pelo direito à terra

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Entre os dias 3 e 5 de junho último, cerca de cem jovens realizaram na aldeia Serra do Padeiro (Terra Indígena Tupinambá de Olivença) o Pré-Encontro Geral da Frente da Juventude Tupinambá. Oriundos das comunidades do Acuípe de Baixo, Itapoã, Mamão, Olhos D’água, Olivença, Parque de Olivença, Serra do Padeiro, Tetama, Tamandaré, Tupã e Tucum, os indígenas reuniram-se para debater estratégias de mobilização e fortalecimento da atuação política da juventude, considerando em especial a necessidade de aprofundar seu envolvimento na luta pela terra. A realização do Encontro Geral da Frente da Juventude Tupinambá está prevista para novembro próximo.  No pré-encontro, os jovens tupinambá debateram graves questões que afetam seus povos (como a criminalização de lideranças), acordaram ações conjuntas e aprovaram um documento final em que….. :: LEIA MAIS »

CIMI – MPF denuncia 12 por milícia privada contra indígenas no Mato Grosso do Sul

Enterro do agente de saúde indígena Clodiodi Aquileu Rodrigues de Souza, 23 anos, Reserva Te'ykue, Caarapó, MS
Enterro do agente de saúde indígena Clodiodi Aquileu Rodrigues de Souza, 23 anos, Reserva Te’ykue, Caarapó, MS –

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou, nesta sexta (17), duas denúncias contra doze envolvidos em crimes contra os povos Guarani Kaiowá e Ñandeva em Mato Grosso do Sul. Eles são acusados de formação de milícia privada, constrangimento ilegal, incêndio, sequestro e disparo de arma de fogo.

Os ataques foram cometidos contra indígenas do cone sul do estado, na região de fronteira com o Paraguai. Conforme apurou o MPF, jagunços teriam sido contratados e financiados por proprietários rurais para violentar e ameaçar as comunidades. Oitivas, diligências, fotos, vídeos, buscas e apreensões comprovam a atuação dos milicianos, mas o MPF não divulgou a íntegra das denúncias porque os processos correm sob sigilo. :: LEIA MAIS »



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