:: ‘Notícias’
Deputados matam língua indígena
Por José Ribamar Bessa Freire.

Exigir que índios falem o português é desconhecer o direito de antiguidade das populações indígenas
– É justo perguntar: não é, realmente, de uma estupidez revoltante o sistema que seguimos de obrigar esses pobres homens a falar o português, sem o auxílio de um intérprete? Não é muito mais razoável que primeiro a aprendêssemos nós, para depois, e com vagar, ensinarmos a eles a nossa língua? (Couto de Magalhães: Viagem ao rio Araguaia, 1863)
Couto de Magalhães, poucos anos antes de ser presidente da província de Mato Grosso, no séc. XIX, previu…… :: LEIA MAIS »
Indígenas e estudantes protestam antes da chegada da tocha em Dourados
O fogo olímpico chegou com atraso em Dourados. Depois de passar por Itaporã, onde manifestantes Indígenas e estudantes protestaram com a palavra de ordem “Fora Temer”.
Além dos protestos dos indígenas e estudantes da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) e partidários da presidente afastada Dilma Roussef, contrários ao governo interino de Michel Temer, engrossaram o coro dos manifestantes.
O início da chegada da tocha em Dourados estava programado para às 16 horas. Apesar do Comitê Rio 2016, responsável pela organização do evento, afirmar que o horário de início do trajeto estava programado para às 17h. No entanto, pequenos atrasos ocorridos em Maracaju e Itaporã protelou o início da chegada à cidade. O trajeto da tocha teve início somente por volta das 17h40.
Indígena Terena pede que fogo olímpico propicie igualdade entre os povos
Carlos Terena tem um vínculo estreito com o esporte e revela ser eclético em relação às diversas modalidades
Durante o percurso da tocha olímpica por Campo Grande neste sábado (25), 12 membros da etnia indígena Terena participaram do revezamento. Um deles, em especial, possui um vínculo muito forte com o esporte.
Trata-se de Carlos Terena, um homem de 60 anos que ficou marcado na história do esporte indígena, por ser o coordenador-geral dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas (JMPI), que teve sua primeira edição em Palmas, no ano de 2015. “Foi uma honra muito grande ser um dos precursores daqueles jogos. Sou um apaixonado pelo esporte”, afirma.
Pelo seu envolvimento com o esporte, ele foi credenciado a carregar o símbolo olímpico por 200 metros na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Segundo Carlos Terena, a sensação de praticar o ato foi inesquecível. “Tenho orgulho de…. :: LEIA MAIS »
Índios dão seu ‘jeito’ em conjunto habitacional
Famílias trabalham fora e sonham em voltar à Aldeia Maracanã, prédio de onde foram retirados para virar um centro cultural, mas que está sem obra até hoje
“Na Aldeia Maracanã era uma troca de conhecimentos. Lá, tínhamos uma oca, uma horta, havia um contato com a terra. Estudantes iam pra lá aprender mais sobre a cultura indígena, recebíamos índios de diversas partes do Brasil e agora não temos mais nada disso”, desabafa a índia Niara do Sol, de 66 anos.
Com a perda da Aldeia Maracanã, os índios não possuem mais espaço para plantar, cantar e produzir artesanato, que também era vendido no local. Muitos não conseguem trabalho e, mesmo com as dificuldades, tentam “dar um jeito” para pagar as contas no fim do mês.
“Eu dou palestras em escolas e universidades. Minha esposa e minhas duas filhas trabalham fora. As famílias não recebem ajuda de custo”, conta o cacique Carlos Tukano.
Em meio às dificuldades, tem gente que ainda produz artesanato, mas devido à falta de ponto estratégico, a venda foi prejudicada. Outros colocam em prática técnicas de massagem, produção de óleos, e desenvolvem outras atividades para tentar arcar com as contas de luz, gás encanado e condomínio, além do gasto com comida e serviços. :: LEIA MAIS »
Idealizador dos jogos mundiais indígenas será um dos condutores da Tocha Olímpica
No sábado (25), a tocha retorna a Campo Grande, terá início o revezamento de 40 quilômetros e vai envolver aproximadamente 150 pessoas. Um dos condutores será Carlos Terena, que é o idealizador dos jogos mundiais indígenas.
A última edição dos jogos mundiais, ocorreu em Palmas (TO) e contou com a presença de mais de dois mil atletas de 30 países. Para Carlos, o apesar da situação que o país atravessa, é um momento histórico. “É um momento histórico para o esporte mundial, independente da religião do credo e da etnia. No meu entender, o esporte se traduz em vida sadia, e para nós, indígenas, conseguimos resgatar a cultura realizando os jogos”, diz.
Indígenas do Acre e do sudoeste do Amazonas reivindicam direitos constitucionais em Brasília
CIMI – Conselho Indigenista Missionário
Nesta semana, indígenas do Acre e do sudoeste do Amazonas estiveram em Brasília cobrando o cumprimento de seus direitos constitucionais a órgãos públicos e pressionando parlamentares para que não apoiem projetos de lei danosos para os povos indígenas. Eles também entregaram uma carta aberta a parlamentares, órgãos do Executivo e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), na qual reivindicam o fortalecimento da Fundação Nacional do Índio (Funai) e a participação dos povos indígenas na elaboração e execução das políticas públicas indigenistas.
Os quinze representantes dos povos Huni Kui, Yawana, Ashaninka, Manchineli, Madja, Apurinã, Jaminawa e Nawa participaram de reuniões na Funai, na Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), na Sexta Câmara do Ministério Público Federal (MPF) e com parlamentares, nas quais posicionaram-se contra propostas como a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 215 – que pretende submeter a demarcação de terras indígenas aos desígnios do Congresso Nacional e inclui uma série de dispositivos que, na prática, inviabilizariam as demarcações – e o Projeto de Lei (PL) 1610, de autoria do senador e ministro…….. :: LEIA MAIS »
Índios pedem melhores condições para escoar produção agrícola em RO
Audiência discutiu políticas públicas para comunidades indígenas, em Cacoal.
Objetivo é que propostas se tornem lei e sejam executadas pelo município.
Indígenas reivindicaram na manhã desta sexta-feira (24), em Cacoal (RO), município a 480 quilômetros de Porto Velho, melhorias nas condições de acesso às aldeias da região. O objetivo é beneficiar o escoamento da produção agrícola das aldeias. As propostas foram levadas em uma audiência pública, realizada para debater a implementação de políticas públicas para comunidades indígenas.
Marcos Apurinã mora na aldeia Mauanaki, no município de Espigão do Oeste (RO), porém sua comunidade é atendida pela Fundação Nacional do Índio (Funai) de Cacoal. Lá, residem 150 índios, que vivem basicamente da produção e venda de culturas como palmito, farinha de mandioca e banana. Ele conta que a principal dificuldade da sua comunidade é o transporte dos produtos, o que acaba diminuindo os valores na hora de negociar os produtos. :: LEIA MAIS »
MPF abre inquérito para apurar morte de índio em Caarapó
O Ministério Público Federal abriu inquérito para apurar a morte do agente de saúde indígena Clodiode Aquileu Rodrigues de Souza, de 26 anos. Ele morreu e outros seis indígenas ficaram feridos durante ocupação de terras que teria resultado em confronto com produtores.
De acordo com informações da assessoria do MPF, foram realizadas as perícias nos 6 indígenas feridos e no corpo do agente de saúde morto. Segundo informações, o processo corre em segredo de Justiça. As investigações também fazem parte das ações da força-tarefa Avá Guarani, instituída pelo procurador geral da República, Rodrigo Janot, há oito meses, para apurar crimes contra as comunidades indígenas de MS. O ajuizamento das denúncias é a primeira de uma série de medidas para combater o conflito armado na região.
Para o MPF, a força-tarefa “é uma maneira de dar uma resposta efetiva aos milhares de indígenas vítimas de violência, que poderiam deixar de acreditar na Justiça por causa da impunidade”. Só nos últimos 10 anos, pelo menos um índio foi morto por ano em decorrência do conflito fundiário em Mato Grosso do Sul.
Indígenas se preparam para 6ª Edição do Festival de Música Indígena do Eware
Os objetivos são valorizar a cultura indígena das etnias existentes no Alto Solimões e fomentar o combate ao alcoolismo e o uso drogas
Começa na próxima quinta-feira (30) a 6ª edição do Festival de Música Ondígena do Eware. O evento será na comunidade Belém do Solimões, em Tabatinga, e tem como público-alvo jovens indígenas da região.
Os objetivos são: valorizar a cultura indígena das etnias existentes no Alto Solimões; fomentar o combate ao alcoolismo, o uso drogas e à violência. O festival também vai promover o encontro de todas as instituições religiosas existentes nas comunidades indígenas.
Um dos organizadores do festival, Frei Paulo Braguine, falou da expectativa para o evento: “estamos em um momento muito bom, de grande alegria. Em Belém, o povo está na expectativa. Ver o movimento dos jovens, na preparação da acolhida, vendo onde vão dormir os convidados, e principalmente nos ensaios, ensaiando os cantos as danças, pintado as roupas, é um entusiamo incrível”.
Segundo Frei Paulo, mais de 800 indígenas de diversas comunidades e etnias do Alto Solimões estarão presentes no festival. “Entre 20 e 40 comunidades, uma media de 500 a 800 indígenas, mas a certeza teremos só no dia 30. Será um dia de grande movimentação, de vida.”
Dentro da programação está, ainda, a escolha da índia mais bela, com a premiação para vencedora. Os jurados serão representantes não-indígenas de instituições da região que vão avaliar quesitos como letra, dança, pinturas corporais e interpretação.
O Festival de Música Indígena do Eware tem o apoio da Fundação Nacional do Índio (Funai) e do Exército Brasileiro, que vai fazer a segurança na realização do festival.
Indígenas, quilombolas e caiçaras querem autogerir áreas que Alckmin deve privatizar
Sem terem sido ouvidas, comunidades tradicionais intensificam mobilização contra sanção de PL 249/2013, já aprovado, que transfere à iniciativa privada 25 áreas florestais
São Paulo – Comunidades indígenas, quilombolas, caiçaras e outras tradicionais, residentes em áreas que compõem os parques e unidades de conservação estaduais que deverão ser concedidos à iniciativa privada, reivindicam a autogestão. Reunidos em consulta pública na tarde de hoje (23), na Assembleia Legislativa de São Paulo, suas lideranças reafirmaram a resistência contra o Projeto de Lei (PL) 249/2013.
De autoria do governo, o projeto aprovado no último dia 1º, às vésperas do Dia Mundial do Meio Ambiente, autoriza o governo a conceder, por até 30 anos, 25 áreas florestais localizadas em várias regiões do estado para exploração econômica.
“Sempre fomos excluídos de todas as discussões que nos dizem respeito, como a da criação de parques e áreas de………. :: LEIA MAIS »




















