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Relatora especial da ONU sobre povos indígenas divulga comunicado final após visita ao Brasil

BABAU E EMBAXADORA DA ONU
Relatora especial das Nações Unidas sobre os direitos dos povos indígenas, Victoria Tauli-Corpuz, durante visita a aldeia da Serra do Padeiro, ao lado do Cacique Babau

A relatora especial das Nações Unidas sobre os direitos dos povos indígenas, Victoria Tauli-Corpuz, elogiou o governo do Brasil pelas medidas e iniciativas que tem implementado para garantir os direitos dos povos indígenas, mas destacou que ainda há muito a ser feito para que esses direitos sejam plenamente respeitados.

“A busca de interesses econômicos de uma maneira que subordina ainda mais os direitos dos povos indígenas cria um risco potencial de efeitos etnocidas que não pode ser desconsiderado nem subestimado”, advertiu Tauli-Corpuz, que realizou uma visita oficial de onze dias ao Brasil. Ela viajou para Brasília e para os estados de Mato Grosso do Sul, Bahia e Pará.

“No passado, o Brasil tinha uma liderança mundial no que se refere à demarcação dos territórios indígenas”, disse a especialista, lembrando que sua missão foi uma visita de seguimento à visita de 2008 feita por seu predecessor, James Anaya. “Entretanto, nos oito anos que se seguiram a esta visita, há uma ausência de avanços na solução de antigas questões de vital importância para os povos indígenas e para a implementação de suas recomendações.”

Relatório na íntegra: :: LEIA MAIS »

Pesquisas podem salvar línguas indígenas da extinção

size_810_16_9_jogos-mundiais-dos-povos-indigenas-2015                                                                                                                       Indígenas: 700 índios falam kuikuro, sendo que os critérios internacionais determinam                                                                      que uma língua corre risco de extinção se falada por menos de mil pessoas

No Brasil são faladas, pelo menos, 181 línguas indígenas. Mas esse número já foi bem maior – estima-se que, antes da chegada dos europeus, mais de 1.500 línguas fossem faladas no território que viria a se tornar o país, sendo gradativamente extintas ao longo de cinco séculos.

Para compartilhar estratégias de pesquisa que ampliem o conhecimento sobre esse patrimônio linguístico e cultural e ajudem a preservá-lo, mais de 100 cientistas de 10 países estão reunidos desde 21 de março até 2 de abril, no Instituto de Estudos da Linguagem (IEL) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), durante a Escola São Paulo de Ciência Avançada Putting Fieldwork on Indigenous Languages to New Uses, realizada com o apoio da Fapesp.

A língua materna de Mutua Mehinaku, descendente do povo Kuikuro, é uma das que correm risco de desaparecer.

Nascido na região do Parque Indígena do Xingu, no Mato Grosso, Mehinaku tem mestrado em Antropologia Social no Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e estuda o pluralismo linguístico no Alto Xingu.

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Ibama multa madeireiros de terra indígena de MT em R$ 14,7 milhões

  manoki_03_620x465_assessoria_ibama                                                                                                                                 Operação Sangue Verde multou invasores da Terra Indígena Manoki.
Madeireiros exploraram ilegalmente mais de 5,5 mil hectares de terra.

Madeireiros que invadiram a Terra Indígena Manoki, situada no oeste de Mato Groso, foram multados em mais de R$ 14,7 milhões ao longo desta semana, durante a operação Sangue Verde, por agentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama). De acordo com o órgão, os invasores exploraram ilegalmente 5.535 hectares de terras, as quais foram embargadas.

Além das multas, foram apreendidos equipamentos utilizados pelos madeireiros (dois tratores e três motosserras) e 290 metros cúbicos de madeira extraída ilegalmente (segundo o Ibama, o volume preenche a carga de quatro caminhões bitrem). Durante a ação dos fiscais, um homem chegou a ser preso por porte ilegal de arma de fogo, a qual também foi apreendida.

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Fuer confirma quinta edição dos Jogos Universitários Indígenas

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A Federação Universitária de Esportes de Roraima (Fuer) firmou parceria com o Grêmio Recreativo de Subtenentes e Sargentos de Boa Vista (Gressb), 6º Batalhão de Engenharia de Construção (6º BEC) e Exército Brasileiro para a realização da quinta edição dos Jogos Universitários Indígenas de Roraima. O evento ocorrerá no dia 30 de abril, no Gressb, localizado na avenida Terêncio Lima.

Atletas das instituições de ensino superior interessados em participar os jogos podem enviar um email para fuer@cbdu.org.br. É cobrada uma taxa no valor de R$ 60 por atleta. Este ano, o evento contará com as modalidades masculinas e femininas: arco e flecha, cabo de guerra e futebol. As competições começam às 8h e vão ocorrer durante o dia inteiro, com a premiação ao final das disputas.

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Estudante indígena da UFRGS é agredido em frente a moradia estudantil; advogado fala em preconceito

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m estudante cotista indígena de Medicina Veterinária da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) foi agredido por um grupo de rapazes, diante da moradia estudantil da instituição, em Porto Alegre, na madrugada deste sábado. A vítima, o caingangue Nerlei Fidelis, de 33 anos, recebeu socos e pontapés, e sofreu diversos ferimentos pelo corpo. O advogado dele, Onir Araujo, acredita que se trata de um caso de preconceito.

Segundo o defensor, o ataque aconteceu por volta da 1h30, quando Nerlei, que estava acompanhado de um sobrinho, foi até a moradia estudantil para encontrar outro parente que reside no local. Na portaria, ele foi insultado pelos rapazes, que teriam perguntado o que os índios faziam ali. O estudante tentou argumentar com o grupo, perguntando qual era o motivo da provocação, mas acabou agredido.

Índios protestam contra hidrelétricas no Rio Tapajós

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Ativistas e indígenas Munduruku durante protesto no Rio Tapajós

A área inundada inclui 178 mil hectares da Terra Indígena Sawré Muybu, reserva que pertence à etnia Manduruku e cuja delimitação foi paralisada exatamente pelo interesse do governo nessa área. Os índios consideram que a barragem ameaça não só uma enorme área rica em biodiversidade e sua fonte de alimentos, como também sua cultura.

“Se essa usina for construída, os impactos ambientais serão muito grandes e vão além da inundação da floresta. Os peixes que hoje vivem no rio morrerão, várias plantas não vão resistir e animais não terão o que comer. Uma coisa está ligada à outra. Quando um rio morre, muita coisa morre com ele. Se o rio Tapajós morrer nosso povo ficará ameaçado”, disse o chefe dos guerreiros do povo, Adauto Akay Munduruku, citado no comunicado do Greenpeace.

Para o diretor da Campanha Amazônia do Greenpeace, Danicley de Aguiar, ao insistir na construção de grandes hidrelétricas na Amazônia, o Estado brasileiro viola os direitos dos índios e ignora os riscos que o barramento dos principais rios da bacia amazônica podem causar ao equilíbrio ambiental de todo o bioma.

Relatora da ONU pedirá uma investigação sobre as violações dos direitos indígenas no Brasil

BABAU E EMBAXADORA DA ONU

Os esqueletos de aço balançam feito coqueiros num vasto terreno de Mata Atlântica devastada. Pilhas de tijolos, montanhas de areia, caminhões basculantes, bandeirinhas coloridas para atrair clientes. As placas anunciam ao tráfego veloz da BR-101: ‘Alfa Parque: lotes a partir de 450 m², em frente à praia do Cururupe’. Ilhéus, sul da Bahia.

A sedução do anúncio não revela que no Cururupe ocorreu a Batalha dos Nadadores, em 1559, chacina de indígenas comandada por Mem de Sá. Em memória dos mártires, todo ano ocorre a ‘Caminhada dos Índios Tupinambá de Olivença em Memória dos Mártires do Massacre do Rio Cururupe’.

O Alfa Parque é um dos vários empreendimentos em execução na porção norte dos limites da Terra Indígena Tupinambá de Olivença. Pouco depois do Alfa está a mineradora Guanabara, já incidente no território indígena, e a grande cratera aberta para a retirada de areia e demais minérios. A entrada da aldeia Tucum fica diante do enorme buraco, que forma um vale sem vida. :: LEIA MAIS »

Justiça Federal suspende despejo contra Pataxó no extremo sul da Bahia

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Em decisão no dia  17 de março, o Tribunal Regional Federal da Primeira Região suspendeu a execução da reintegração de posse movida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) contra seis aldeias Pataxó da Terra Indígena (TI) Comexatibá. Depois de uma semana de muita tensão, os indígenas finalmente podem ter um momento de alívio – ainda que a decisão judicial não seja definitiva.

O ICMBio havia ingressado na Justiça com a finalidade de retirar os indígenas de dentro do Parque Nacional do Descobrimento, unidade de conservação ambiental que é gerida pelo órgão e que incide sobre a TI Comexatibá, já reconhecida e delimitada como de ocupação tradicional do povo Pataxó. :: LEIA MAIS »

Relatora da ONU quer avaliar as principais questões dos povos indígenas em MS

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A reunião entre a relatora especial das Nações Unidas sobre os direitos dos povos indígenas, Victoria Tauli-Corpuz, autoridades e representantes de comunidades indígenas do Estado, foi realizada a portas fechadas, em função de protocolo da ONU (Organização das Nações Unidas) nesta sexta-feira (11) em Campo Grande.

No entanto, a relatora e uma liderança indígena deram declaração à imprensa. “O governo federal me convidou oficialmente para vir conferir a situação dos povos indígenas e falar com os órgãos que atuam nesta questão”, disse ela, lembrando que está há dois no Estado e visitou ontem acampanhemtos indigenas em Dourados, município distante 233 quilômetros da capital.

Além de representantes de, pelo menos, sete terras indígenas de quase todas as etnias de MS, participaram o Procurador do Ministério Público Federal, Emerson Kalis, os deputados estaduais João Grandão (PT) e Pedro Kemp (PT). :: LEIA MAIS »

Copa Indígena do Alto Solimões começa hoje em Benjamim Constant

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Entre as modalidades não tradicionais haverá competições de futebol de campo e salão e voleibol

Entre os dias 12 e 19 de março de 2016 acontece na comunidade indígena de Filadélfia, pertencente ao município de Benjamin Constant (AM) a 1ª Copa Indígena do Alto Solimões. Estarão presentes atletas das etnias Ticunas, Caixana, Cambeba, Witoto, Cocama e Canamari da região.

Entre as modalidades não tradicionais haverá competições de futebol de campo e salão e voleibol, além de mais 19 modalidades tradicionais como a canoagem, corrida na Selva, zarabatana, arco e flecha e entre outras.

De acordo com o presidente da Liga Esportiva do Alto Solimões, Marcelo Pinto, já estão confirmadas a participação de sete delegações dos municípios do Alto Solimões entre elas: Tabatinga e São Paulo de Olivença, além de 30 comunidades do município de Benjamim Constant: “Teremos a participação de sete municípios Tonantins, Amaturá, São Paulo de Olivença, Tabatinga, Benjamim Constant e Atalaia do Norte”, diz.  :: LEIA MAIS »



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