Funcionários chegam para trabalhar e acham ‘Índio’ morto
Um homem foi encontrado morto na manhã desta sexta-feira (11) na Rua Haiti, no Rio Verde, em Colombo, Região Metropolitana de Curitiba. Foram pelo menos duas facadas e o homem não foi identificado oficialmente.
Segundo a Polícia Militar, a vítima era um morador de rua, conhecido apenas como “Índio”. Ele foi encontrado morto próximo a uma empresa de reciclagem, quando os funcionários chegaram para trabalhar.
A suspeita dos policiais é de que o crime tenha acontecido na madrugada, pois ninguém ouviu ou percebeu algo estranho no começo da manhã. O corpo do homem, que estava sem documentos, foi recolhido pelo Instituto Médico-Legal (IML) e a Delegacia do Alto Maracanã investiga o assassinato.
Em plena visita da ONU, Justiça ordena despejo de comunidade Guarani e Kaiowá
Relatora da ONU sobre direitos dos povos indígenas iniciou nesta quinta sua visita ao Mato Grosso do Sul, enquanto indígenas correm risco de despejo no tekoha Taquara
Cerca de 80 famílias Guarani e Kaiowá do tekoha – lugar onde se é – Taquara, no município de Juti (MS), estão ameaçadas de despejo. Depois de decisão da Justiça Federal no fim de fevereiro, reintegração de posse contra indígenas pode ocorrer durante visita da relatora especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Direitos e as Liberdades Fundamentais dos Povos Indígenas, Victoria Tauli-Corpuz, ao Brasil.
O desembargador Hélio Nogueira, do Tribunal Regional Federal da Terceira Região, anulou decisão anterior favorável à comunidade indígena, determinando a reintegração de posse de parte da fazenda Brasília do Sul, que incide sobre o território já identificado e delimitado como de ocupação tradicional do povo Guarani e Kaiowá. :: LEIA MAIS »
CPI do Genocídio ouve coordenador da saúde indígena em MS
A CPI do Genocídio irá ouvir os depoimentos do coordenador do DSEI (Distritos Sanitários Especiais Indígenas), Hilário da Silva, órgão que cuida da Saúde dos indígenas no Estado, assim como Silvana Dias de Souza, subsecretária de Políticas Públicas para a População Indígena, vinculado ao governo estadual. A reunião vai ocorrer nesta tarde (10), a partir das 14h.
A reunião que ocorre no plenário da Assembleia Legislativa, será aberta ao público já que os convocados para depor não pediram sigilo. A intenção é fazer um levantamento sobre a situação dos indígenas em Mato Grosso do Sul, assim como buscar dados sobre os programas desenvolvidos para este público.
A comissão parlamentar investiga se houve omissão do Estado em casos de violência praticados contra os povos indígenas, do ano 2000 até 2015. A intenção é descobrir porque muitos casos não foram elucidados pelas autoridades competentes, buscando as devidas justificativas. O presidente da CPI, o deputado João Grandão (PT), ressaltou que não vai exigir dados ou informações sigilosas, que podem atrapalhar os processos em andamento.
A CPI começou como uma resposta à investigação contra o Cimi (Conselho Missionário Indigenista), a pedido de lideranças indígenas e de movimentos sociais. Ela já conseguiu ouvir representantes da Polícia Civil, Militar e do MPE (Ministério Público Estadual), que entregaram relatórios sobre os crimes praticados contra indígenas. Eles negaram qualquer omissão nas investigações.
A Polícia Federal deflagrou Operação combate a prática de crimes ambientais em terras indígenas
A Policia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira (9) a Operação Lignum, que combate a prática de crimes ambientais ligados à extração, ao transporte e a comercialização ilegal de madeira proveniente da Terra Indígena Alto Turiaçu, no noroeste do Maranhão.
A operação é realizada em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF). Foram cumpridos três mandados de prisão preventiva e busca e apreensão contra madeireiros que continuam a exercer atividade ligada a madeira, apesar de terem contra si medida cautelar de proibição do exercício de atividade econômica voltada à extração, processamento, transporte, compra e venda de madeira.
Plano Nacional de Segurança Alimentar vai contemplar indígenas
O PlaSan 2016-2019 terá ações de enfrentamento à obesidade e o combate à insegurança alimentar e nutricional de grupos populacionais
Os gestores do governo federal se reúnem para a definição do Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (PlaSan) para o período 2016-2019.
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome entre as principais demandas que vão fazer parte do documento está o enfrentamento à obesidade, a ampliação da produção, do abastecimento e do consumo de alimentos saudáveis, e o combate à insegurança alimentar e nutricional de grupos populacionais específicos, como quilombolas e indígenas.
Esta vai ser a segunda edição do PlanSan, que está prevista para ser publicada em maio deste ano.
A primeira edição, de 2012 a 2015, contribuiu para a redução do número de subalimentados em 82% e apoiou o país na saída do Mapa Mundial da Fome, de acordo com Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação. :: LEIA MAIS »
Advogado indígena consegue liminar e diz que não vai depor
O advogado Luiz Henrique Eloy, assessor jurídico do Cimi (Conselho Indigenista Missionário) desde 2012, conseguiu liminar no TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) nesta segunda-feira, 7, para permanecer em silêncio e disse que não vai comparecer ao depoimento na CPI marcada para hoje às 14 horas, na Assembleia Legislativa.
A decisão foi do desembargador Júlio Roberto Siqueira Cardoso, atendendo ao pedido de habeas corpus do depoente para evitar possível constrangimento diante de questões a serem realizadas pela presidente da CPI do Cimi, deputada Mara Caseiro (PSDB). “O Estatuto da Advocacia assegura a proteção ao sigilo profissional. Não posso depor contra meu cliente”, explicou Luiz Eloy. :: LEIA MAIS »
Raupp quer regulamentar exploração de diamantes nas terras dos índios cintas-largas
O senador Valdir Raupp (PMDB-RO) pediu que o governo envie ao Congresso Nacional um projeto para regularizar especificamente a exploração de minérios nas terras ocupadas pelos índios cintas-largas, no oeste de Mato Grosso e leste de Rondônia. Ele disse que a região tem um potencial de extração de diamante que chegaria a 15 milhões de quilates por ano, que poderiam render US$ 3 bilhões ao ano. Os valores são estimados, disse, observando que a falta de lei regulamentadora impede o estudo do subsolo das terras onde vivem os cintas-largas.
— A exploração seria realizada preferencialmente pelos próprios índios e a participação de terceiros estaria submetida a processo licitatório. E sublinho, por fim, que a exploração seria feita com apoio, capacitação e fiscalização rigorosa do setor público. Os diamantes brutos extraídos seriam certificados pelo Departamento Nacional de Produção Mineral e todo o processo de arrecadação e alienação seria feito pela Caixa Econômica, em leilão público. Os valores líquidos obtidos pela venda seriam depositados em conta específica, em nome de todo o povo cintas-largas — sugeriu Raupp. :: LEIA MAIS »
UNPO renova compromisso com os povos indígenas
A Organização das Nações e Povos Não Representados reafirmou seu apoio à luta dos povos indígenas no Brasil. O manifesto foi entregue às lideranças indígenas reunidas no Moitará (encontro de atividades culturais) e vigília pelos Guarani e Kaiowá, em Brasília. O evento aconteceu do dia 03 ao dia 07.
A manifestação da organização internacional foi articulada pela deputada federal Janete Capiberibe (PSB/AP). Ela participou da abertura do evento que recebeu, no encerramento, o senador João Capiberibe, o ministro da Cultura Juca Ferreira e a relatora Especial sobre os Direitos dos Povos Indígenas do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas – ONU, Victoria Tauli-Corpuz, além de outros apoiadores.
Ritual transforma jovens indígenas em guerreiros no sudeste do Pará
Em Bom Jesus do Tocantins, distante 60km de Marabá, no sudeste do Pará, a comunidade indígena Parkatêjê, da etnia Gavião, celebra um ritual que tem o objetivo de transformar crianças e adolescentes em guerreiros. O ritual ocorre a cada dez anos e em 2016 encerra dia 24 de março, quando os novos guerreiros serão apresentados à comunidade depois de 30 dias confinados.
Ao todo, participam do ritual 32 jovens com idades entre 10 e 19 anos. São 31 homens e uma mulher, que na tradição dos índios Gavião, foi escolhida entre outras meninas da aldeia para ser a “rainha”. Eles ficam 30 dias dentro de uma cabana feita de palha, em uma área afastada, incomunicáveis com a família.
Três índios adultos acompanham os jovens e passam a eles os costumes e tradições do povo gavião. “Eles vão crescer obedientes, vão crescer respeitando, vão crescer guerreiros também”, afirma Akroiarere Gavião.





















