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Os índios e o céu: as bases da mitologia indígena brasileira

Conhecer o céu, o movimento dos astros, o caminho do sol, a fase da lua, o brilho das estrelas e, especialmente, os desenhos que as estrelas fazem no céu noturno, as constelações – todas as sociedades humanas, em todas as épocas, se socorreram deste conhecimento, a astrologia, e suas interpretações e correlações, para entenderem melhor o mundo em que vivemos. Mas não só!Os nossos ancestrais sempre olharam as estrelas, como em uma busca por orientação superior, mitológica. Seria crença? Não, não era crença apesar de, aos que não conhecem a ciência das correlações, esta parecer ser a verdade. É sim uma forma de identificar fatores cíclicos, como o passar das estações, a posição do barco no oceano, a chegada das grandes chuvas, ou da seca com sua nuvem de poeira, e até as revoadas de gafanhotos que comiam, e ainda comem, em alguns lugares da terra, tudo o que é verde.

A busca por explicações é o que move a ciência, o conhecimento. E, entender aquilo que é inexplicável aos olhos de muitos é o que move a criação de mitos.

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Educação indígena tem espaço garantido no debate na I Jornada Pedagógica Internacional

“Educação indígena: concepções e práticas” foi o tema de debate da mesa redonda que reuniu o professor da Escola Indígena Aramirã, em Pedra Branca do Amapari, Evilázio Pereira, a professora Ivone Nunes Guidão (da Secretaria de Estado da Educação – Seed) e o professor doutor e presidente do Sindicato Municipal de Educação, Waldiney Lopes, na I Jornada Pedagógica Internacional. Eles fizeram uma reflexão sobre a situação atual dos povos indígenas do Amapá e enfocaram a aplicabilidade da Lei 11.645, que determina que no currículo de educação básica de todo o Brasil deve ser veiculado o conhecimento sobre a história e a cultura afro-brasileira e indígena.
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Mestrado em Educação titula primeiro indígena

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Martinho, que pertence à etnia Xavante, desenvolveu o trabalho “Educação Indígena procurando dialogar com a Educação Escolar Indígena: Rob’uiwedze e niha te rob’uiwe”

O trabalho de Martinho Tsawewa foi desenvolvido na Aldeia Sangradouro, no município de General Carneiro (442 km ao leste de Cuiabá), onde ele levantou informações sobre história, educação, prática cultural e diversidade étnica. Ele ainda considerou em seu estudo elementos como observação participante, entrevistas, visitação nas aldeias, histórias de vida, notas de campo e pesquisa bibliográfica.

De acordo com o pesquisador, seu trabalho além de mostrar que o respeito aos valores pedagógicos, sociais, culturais, administrativos e econômicos dos povos indígenas é que formam uma Educação Escolar Indígena autêntica, também mostra que o equilíbrio para a organização social dos indígenas no território nacional está ligado a unificação da Educação não Indígena com a Educação Escolar Indígena. :: LEIA MAIS »

Indígenas protestam por demarcação de terras e fortalecimento da Funai

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Indígenas protestam contra a PEC 215 e pelo fortalecimento da Funai na Praça dos Três Poderes

Lideranças dos povos Pataxó e Tupinambá do extremo sul da Bahia fizeram um protesto hoje (24) na Praça dos Três Poderes para chamar a atenção para problemas ligados à demarcação de terras indígenas.

“Estamos aqui reivindicando principalmente questões territoriais da nossa aldeia”, disse a cacique Cátia Tupinambá, uma das cerca de 50 indígenas que participaram da manifestação. Segundo a líder, a questão territorial vem preocupando as populações indígenas. “A paralisação nas demarcações das terras indígenas é uma das nossas principais preocupações.”

No protesto, os indígenas reforçaram posição contrária à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 215, que tira do Poder Executivo a prerrogativa de decidir sobre a demarcação de terras indígenas e remanescentes de quilombos. Pela proposta, caberá ao Congresso Nacional a palavra final nos processos.

 

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Mostra de Cinema Indígena e 5ª Edição da ARTEXPO são destaques em Cultura

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O Cine Kurumin, Mostra de Cinema Indígena, que chega à sua 5ª edição este ano, terá parte da programação no Palacete das Artes, em Salvador, de 4 a 6 de março. O evento, que conta com exibição de filmes e realização de oficinas de produção experimental de curtas em aldeias indígenas – este ano nas Kiriri e Tumbalalá -, acontece pela primeira vez na capital baiana. O Palacete das Artes exibirá 17 produções com temática indígena, entre documentários e ficção, além de promover rodas de conversa sobre “Perspectivas do cinema indígena” e “Territórios: a busca da terra sem males” :: LEIA MAIS »

Arqueiro indígena amazonense será condutor da Tocha Olímpica no Brasil

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O arqueiro indígena Gustavo dos Santos foi selecionado para ser um dos condutores da Tocha Olímpica no Brasil. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (24) pela Coca-Cola Brasil, patrocinadora dos jogos olímpicos, em evento no Rio de Janeiro. O atleta da etnia Karapanã é apoiado pelo Projeto Arquearia Indígena do Amazonas, da Fundação Amazonas Sustentável (FAS), e conta com patrocínio das Lojas Bemol e Fogás, por Meio da Lei de Incentivo ao Esporte, e do Banco Bradesco.

Ao todo, 2.400 pessoas terão a oportunidade de conduzir o ícone Olímpico a convite da Coca-Cola. Nesta quarta, cinco condutores foram apresentados. Formam o time a ex-ginasta Laís Souza, a jogadora de vôlei e bicampeã Olímpica Fabiana, o jovem arqueiro indígena Gustavo dos Santos, o cantor Di Ferrero e o youtuber Lucas Rangel. Os condutores foram escolhidos através do conceito Isso É Ouro, criado para a campanha nacional de seleção da Coca-Cola, que recebeu mais de 17.000 inscritos em três meses. Segundo a marca, foram selecionados atletas, artistas, jovens e pessoas com histórias inspiradoras.
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Índios fazem ato contra mudança em regra de demarcação de terras

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Indígenas da etnia pataxó protestavam em frente ao Palácio do Planalto.
Proposta que transfere do Executivo para o Congresso demarcarção de áreas.

Índios pataxó iniciaram um protesto na manhã desta quarta-feira (24) em frente ao Palácio do Planalto contra a PEC 215 – que transfere do Executivo para o Congresso o poder de demarcar terras. Os índios reclamam também da falta de investimento em saúde e educação.

Para o cacique Sebastião Ribeiro Madeira, da aldeia Xandó, no extremo sul da Bahia, a PEC ameaça conquistas dos indígenas. “A PEC é um retrocesso. Nós temos nossos direitos desde 1500 e agora os parlamentares querem tirar isso da gente. Nós somos os primeiros brasileiros”, afirma.

Madeira reclama também da falta de segurança e das ameaças que diz ser recorrente contra membros da tribo. “Nosso povo está sendo massacrado. Nós, como liderança, estamos correndo certo risco vindo para cá.” Segundo a Polícia Militar, cerca de 50 pessoas participavam do protesto até as 13h. Não havia tumultos e o trânsito fluía normalmente.

Essa não é a primeira vez que grupos indígenas protestam contra a PEC 215 na Praça dos Três Poderes. Em novembro do ano passado, quilombolas e índios kaiapó do Mato Grosso foram ao Congresso para falar com parlamentares sobre o assunto.

 

Índio é morto à tiros próximo a aldeia no município de Pau Brasil

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Um índio foi morto próximo a uma aldeia no município de Pau Brasil, a 553 km de Salvador. De acordo com informações da DT (Delegacia Territorial), Leandro Vieira dos Santos, de 34 anos, estava em um local com mais dois homens que haviam se desentendido, sendo que os dois suspeitos estavam armado.

Conforme a DT, um dos índios de prenome Enoque disparou vários tiros. Um outro conhecido como Leandro Pesão revidou e durante o tiroteio a vítima foi atingida, não resistindo aos ferimentos e morrendo no local.

— Ele (vítima) foi alvejado, mas não tinha nada a ver com a confusão.

O corpo de Leandro foi removido pelo DPT (Departamento de Polícia Técnica) e encaminhado ao IML (Instituto Médico Legal) de Itabuna. A polícia informou ainda que Leandro pesão é autor de vários homicídios na reserva indígena. O caso está sendo investigado.

Escolas indígenas do Amazonas terão acesso a material pedagógico multilíngue

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A Seduc promoveu capacitação aos profissionais da educação para a elaboração                                                               futura de material didático específico para escolas indígenas

Com o objetivo de fortalecer a educação escolar indígena em vigor no Amazonas, o governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), promoveu nesta semana uma formação capacitando profissionais da educação para a elaboração futura de material didático específico para ser disponibilizado para escolas indígenas no Estado.

Realizada no Centro de Formação Profissional Padre José Anchieta (Cepan/Seduc), bairro Japiim 2, Zona Sul, em Manaus, a formação teve por objetivo habilitar profissionais para elaboração de materiais pedagógicos os quais serão formulados respeitando as especificidades das etnias, de modo a atender aos anseios dos povos da região, resguardando as tradições e o modo de ser indígena.

Sob a orientação da doutora em linguística pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Marília Lopes da Costa Facó Soares, a formação foi iniciada no último dia 22 e nela foram discutidas metodologias para elaboração de materiais didáticos específicos e abrangeu: relatos de experiências pedagógicas no segmento de educação escolar indígena, realização de oficinas pedagógicas e propostas de elaboração de materiais didático-pedagógicos específicos por componente curricular.

 

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Mais de 100 indígenas fazem cursos profissionalizantes no interior do AC

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Cursos são ofertados pelo Ifac em 18 comunidades indígenas do Acre.
Desafio é trabalhar conteúdos respeitando a cultura, diz coordenadora.

O Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), no Acre, atende 140 indígenas de 18 comunidades do Acre. Os cursos oferecidos são de artesão indígena, agricultor agroflorestal, agente de desenvolvimento cooperativista, agricultor familiar, orgânico e piscicultura.

O indígena Jackson Marubo, de 28 anos, faz o curso de agente de desenvolvimento cooperativista em Cruzeiro do Sul, no interior do Acre, e conta que já fez as disciplinas de informática, cooperativismo e empreendedorismo.

“Estou gostando do curso. É bom que a gente aprende mais algumas informações. Moro na cidade há um ano e pretendo concluir o ensino médio para depois levar os conhecimentos para minha comunidade, que fica no Rio Ituí, no Amazonas”, diz Jackson.

De acordo com a coordenadora geral do Pronatec, Alcilene Oliveira Alves, o maior desafio é trabalhar os conteúdos propostos nas disciplinas respeitando os aspectos culturais. “Manter um diálogo com os povos indígenas, traduzindo o conhecimento de uma forma não autoritária. É uma educação intercultural”, afirma

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