Trecho da BR-163 bloqueado por índios Kayapó segue interditado
Eles cobram a conclusão da nova casa de saúde indígena da aldeia.
Na manhã desta sexta, 19, teve tumulto entre os indígenas e os motoristas.
O trecho da BR-163 bloqueado pelos índios Kayapó segue interditado nesta sexta-feira (19). A interdição é feita próximo a Novo Progresso, no sudoeste do Pará e chega ao quarto dia fechado. A BR-163 também é conhecida como Santarém-Cuiabá.
Na manhã desta sexta-feira (19) foi constatado um princípio de tumulto no trecho onde os índios fazem o protesto. Homens da Policia Rodoviária Federal (PRF) tiveram que intermediar a situação, que ficou acirrada entre os Kayapó e os motoristas, muitos deles caminhoneiros que precisam seguir viajar com carregamentos de grãos.
Liberação
O trânsito no trecho só está sendo liberado a cada 24 horas, o que causa congestionamentos já somam mais de 15 quilômetros na rodovida.
Entre as muitas reivindicações feitas pelos Kayapó estão a conclusão da nova Casa de Saúde indígena da aldeia e também a presença de um representante da Fundação Nacional do Índio (Funai), uma vez que não há um profissional da instituição no local.
O que comiam os índios da Amazônia antiga
Rio Solimões, na Amazônia, onde povos indígenas pescavam e cultivavam
Pesquisadores mostram que os habitantes que viviam na região tinham hábitos sofisticados de pesca e alimentação
Aos poucos, novas pesquisas têm derrubado a imagem de que as as antigas sociedades indígenas brasileiras não tinham complexidade cultural. Há mais de 500 anos, havia grandes povoados, com milhares de índios, vivendo próximos à beira de rios na Amazônia. Índios construíam estradas, cultivavam vegetais e contavam com uma variedade de objetos sofisticados para seus para rituais. Agora, sabe-se que eles também tinham hábitos alimentares diferentes do que se pensava. :: LEIA MAIS »
Energia limpa em terras indígenas
O senador Telmário Mota (PDT-RR) comemorou a decisão do Ministério de Minas e Energia de apoiar projeto de geração de energia eólica, solar e térmica na comunidade indígena de Maturuca, no município de Uiramutã, em Roraima.
De acordo com o senador, a iniciativa não teria saído do papel se os integrantes da comunidade de Maturuca e Pedra Branca não tivessem apoiando a iniciativa. Ele lembrou que as comunidades indígenas, normalmente, são contrárias a esse tipo de medida por acreditarem que gera prejuízos aos índios.
Segundo Telmário, o projeto nasceu de uma parceria do Instituto Socioambiental (ISA) e da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e será importante para Roraima, que passa por um período de crise energética.
— E nós vamos ter pioneiramente a primeira energia eólica, solar na Região Norte e a primeira em comunidades indígenas. Com isso, nós estamos abrindo uma porteira imensa.
Canteiro de obras de Belo Monte está bloqueado por indígenas

- Índios do Xingu fazem protesto durante coletiva da presidenta do Ibama, Marilene Ramos.
- Cerca de 60 mulheres da etnia Juruna estão impedindo o acesso ao canteiro de obras Pimental, principal barragem da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará.
Os indígenas pedem indenização por não terem sido avisados sobre o enchimento do reservatório da usina.
Saiba mais na reportagem disponível no player acima.
Confira ainda, no Repórter Amazônia desta quinta-feira (18): Justiça determina bloqueio de bens da Companhia Docas e dos donos do Navio Haidar que naufragou no Porto de Vila do Conde; mobilização contra ao Aedes Aegypti chega as escolas do país. E ainda, 18 mil agricultores vão fornecer alimentação para escolas do acre.
No Amazonas, 20% dos indígenas desistem de estudar
O antropólogo destacou que há quase 30 mil alunos indígenas na educação básica. Por ano, no ensino médio, apenas 500 alunos conseguem se formar – foto: Marcio Melo
Sem escolas, livros didáticos, material escolar e transporte, 20% dos estudantes indígenas do Amazonas desistem de concluir os ensinos fundamental e médio na rede pública, por ano, informou o presidente do Fórum de Educação Escolar Indígena do Amazonas (Foreeia), Gersem Baniwa, durante a abertura da 1ª Marcha pela Educação Indígena no Amazonas, cuja abertura ocorreu ontem, no parque municipal do Mindu, no bairro Parque 10 de Novembro, Zona Centro-Sul.
“A nossa maior dificuldade é a falta de infraestrutura. Não temos prédios que sirvam de escola ou com condições para abrigar os alunos. Ao menos dois terços das escolas indígenas não funcionam em prédios, os estudantes têm aula no chão, debaixo de árvores ou qualquer outro lugar improvisado”, disse Baniwa, que é doutor em antropologia e professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). “No Amazonas, temos mil escolas indígenas, mas nem todas com estrutura. O Estado tem um cenário considerado um dos piores do Brasil em termos de educação indígena”, salientou. :: LEIA MAIS »
Canadá investigará desaparecimento de 4 mil mulheres indígenas desde 1980
Canadá investigará desaparecimento de 4 mil mulheres indígenas desde 1980 (Foto: BBC
Estimativas recentes do governo canadense superam – e muito – previsões anteriores do número de mulheres indígenas desaparecidas ou assassinadas no país.
Inicialmente, o cálculo era de 1,2 mil casos, mas novas projeções alcançam os 4 mil.
Segundo a ministra dos Direitos das Mulheres, Patty Hajdu, não é possível precisar os números porque faltam dados mais concretos.
De acordo com uma pesquisa feita pela Native Women’s Association of Canada (Associação de Mulheres Indígenas do Canadá, em tradução livre) e citada por Hadju nesta nova estimativa, o número mais realista é o de 4 mil casos.
Um inquérito nacional deve ser instaurado em breve para apurar o tema, afirmaram Hajdu e a ministra para Assuntos Indígenas, Carolyn Bennett, às sobreviventes e seus parentes. :: LEIA MAIS »
Presidente do regional NE 5 denuncia situação de indígenas
São Luis (RV) – O arcebispo de São Luís (MA) e Presidente do regional Nordeste 5 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom José Belisário da Silva, emitiu uma nota a respeito do povo indígena Gamela, no município de Viana (MA). Segundo o texto, a população enfrenta, há décadas, uma situação de “luta contra a invasão de seu território e, por isso, tem sofrido constantes ameaças, inclusive de mortes”. Eu ouvi o clamor do meu povo (cf. Ex 3, 9) :: LEIA MAIS »
Indígenas fazem manifestação e firmam acordo com a Sepror para produção agrícola
A comissão de lideranças indígenas foi recebida na Seduc – foto: Michelle Freitas
Ao menos 300 indígenas, juntamente com uma comissão, firmaram um acordo com a Secretaria de Produção Rural (Sepror), após muita pressão, para criar uma política especifica para a produção de alimentos para indígenas. Os índios foram à secretaria em caminhada, na manhã dessa quinta-feira (18), em manifestação no segundo dia do Fórum de Educação Escolar Indígena do Amazonas (Foreeia), que ocorre em Manaus. O grupo ocupou também a Secretaria de Estado da Educação (Seduc), mas não obtiveram resposta às reivindicações, que dominam a pauta do Fórum. :: LEIA MAIS »
Após ato, Seduc atende reivindicações de grupo de indígenas em Manaus
Secretário Rossieli Soares se reuniu com indígenas nesta tarde, em Manaus (Foto: Divulgação/ Seduc)
Após o ato de ocupação da sede da Secretaria de Estado de Educação do Amazonas (Seduc-AM) nesta quinta-feira (18), em Manaus, reivindicações de um grupo de indígenas foram atendidas pelo secretário Rossieli Soares. O grupo visitou instituições e pediu por melhorias na educação escolar. De acordo com a Seduc, uma reunião foi realizada com aproximadamente 200 lideranças indígenas de mais de 20 municípios do Amazonas.
Entre as reivindicações dos indígenas atendidas pela Seduc, estão: a nomeação de um gerente de educação escolar indígena para a Seduc a partir da indicação que será providenciada por lideranças; a elaboração de material didático diferenciado, intercultural e bilíngue para uso de estudantes e professores indígenas e a realização de uma campanha de sensibilização de forma a abranger a sociedade para a importância dos povos indígenas, suas tradições e cultura, dentre outras providências. :: LEIA MAIS »




















